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07/02/2014

Commodities Agrícolas

 

Realização de lucros

Depois de subir 25% desde o começo da semana passada, as cotações do café arábica recuaram ontem em Nova York, em meio a um movimento de realização de lucros. Os contratos futuros da commodity com vencimento em março fecharam o dia a US$ 1,3785 por libra-peso, forte queda de 725 pontos. De acordo com analistas, os fundos que especulam no mercado de commodities embolsaram parte dos ganhos obtidos nos últimos pregões. Os preços do café vinham subindo significativamente por conta das preocupações com o clima seco e quente no Brasil, maior produtor e exportador global de café arábica. No mercado brasileiro, o produto também recuou. O indicador Cepea/Esalq para o café arábica caiu 1,55% ontem, cotado a R$ 346,52 a saca. No mês, contudo, o indicador registra valorização de 14,2%.

Vendas reduzidas

Apesar de dados pessimistas sobre as vendas de algodão dos EUA, a fibra voltou a avançar em Nova York ontem. Os papéis para maio fecharam em alta de 84 pontos, a 86,92 centavos de dólar por libra-peso. Relatório divulgado pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) indicou que o país vendeu 40 mil toneladas ao exterior na semana encerrada em 30 de janeiro, queda de 63% em relação à semana anterior e de 43% ante a média das últimas quatro semanas. Um recuo nas vendas já era esperado, por conta das comemorações do Ano Novo Lunar na China, que começaram na última sexta-feira. O país é o maior consumidor mundial de algodão. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq com pagamento em oito dias ficou em R$ 2,2962 por libra-peso, queda de 0,04%.

Demanda aquecida

As tensões com o clima quente e seco na América do Sul e a demanda firme voltaram a fazer a soja subir ontem em Chicago. Os papéis para maio fecharam em alta de 12,25 centavos, a US$ 13,1175 por bushel. Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), o país vendeu ao exterior 60% mais soja na semana até 30 de janeiro (577 mil toneladas) em relação à semana anterior. Ainda assim, Pedro Dejneka, da PHDerivativos Consultoria, acredita em novas baixas em breve. "No fim de fevereiro, o foco se voltará ao relatório do USDA sobre a área e a expectativa é de enorme plantio nos EUA, tanto de soja quanto de milho", disse. Em Lucas do Rio Verde (MT), a saca tem sido negociada a cerca de R$ 50, segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

Neve nos EUA

As especulações sobre o clima no Meio-Oeste americano voltaram a ditar o ritmo dos preços do trigo na bolsa de Chicago. Os contratos futuros do cereal com vencimento em maio quebraram uma série de cinco altas consecutivas e fecharam em baixa de 7 centavos de dólar ontem, a US$ 5,8225 por bushel. Conforme analistas, as cotações da commodity reagiram à evolução das condições climáticas nas lavouras dos Estados Unidos, que voltaram a contar com uma camada protetora de neve que minimiza o risco de danos às plantas em caso de geadas. Nos últimos pregões, o frio que atinge os EUA vinha elevando os preços do cereal. No Brasil, o preço médio do trigo no Estado do Paraná subiu 1,05% ontem, a R$ 771,01 por tonelada, conforme levantamento do Cepea/Esalq. No mês, a alta é de 1,12%.

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