Commodities Agrícolas
Alta volatilidade
Em uma sessão particularmente volátil, as preocupações em relação ao clima no Brasil perderam força e abriram espaço para uma queda das cotações do açúcar na sexta-feira na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em maio fecharam a 15,99 centavos de dólar por libra-peso, em queda de 5 pontos em relação à véspera. A onda de calor e seca que atingiu o Centro-Sul do Brasil nas últimas semanas continua a atrair as atenções do mercado, daí porque as previsões que indicavam chuvas no fim de semana passado em polos produtores do país terem pressionado os preços. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 50 quilos do açúcar cristal registrou queda de 1,06%, para R$ 49,56. Com isso, a variação acumulada neste mês de fevereiro passou a ser negativa (0,78%).
Apesar da chuva
A previsão de chuvas no Brasil para o fim de semana passado não foi suficiente para evitar uma nova alta das cotações do café arábica na bolsa de Nova York na sexta-feira. Os contratos com vencimento em maio fecharam a US$ 1,4230 por libra-peso, com valorização 35 pontos. Desde o início do ano, os preços do café já subiram mais de 25%, impulsionados pela preocupação com o clima quente e seco que atinge o Brasil, maior produtor e exportador global da commodity. Em algumas lavouras de Minas Gerais, principalmente aquelas plantadas recentemente, as quebras de safra poderão chegar a 50%. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 60 quilos subiu 0,75%, para R$ 341,38. Com isso, o produto já acumula alta de 12,6% em fevereiro.
Realização de lucros
Os preços do suco de laranja congelado e concentrado (FCOJ) encerraram a sexta-feira em baixa na bolsa de Nova York. Após duas altas quedas consecutivas, os contratos futuros com entrega em maio fecharam em queda de 190 pontos, a US$ 1,4505 por libra-peso. Com isso, as cotações do suco retomaram um movimento iniciado na segunda-feira após a divulgação da estimativa de safra de laranja da Flórida do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA). Diferentemente do que os analistas esperavam, o USDA manteve a estimativa em 115 milhões de caixas, o mais baixo patamar em mais de duas décadas. No mercado spot de São Paulo, a caixa de 40,8 quilos da laranja destinada às indústrias permaneceu, em média, a R$ 9,58, de acordo com levantamento do Cepea/Esalq.
Demanda fraca
As cotações do milho voltaram a subir na sexta-feira na bolsa de Chicago, pela segunda sessão seguida e desta vez com mais força. Os contratos com vencimento em maio encerraram a semana negociados a US$ 4,5075 por bushel, ganho de 4,25 centavos de dólar em relação à véspera. Com a recente recuperação dos preços do grão nos últimos dias, analistas dizem que os agricultores americanos já aumentaram as vendas dos estoques da commodity depois da grande colheita de 2013/14. Contudo, a demanda ainda dá sinais de estar relativamente sustentada. No Paraná, a saca de 60 quilos do cereal subiu 1,04% e foi negociada, em média, por R$ 21,38, de acordo com levantamento do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura do Estado.