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25/02/2014

Commodities Agrícolas

 

À espera de novidades

Em uma sessão de poucos negócios, o suco de laranja oscilou próximo da estabilidade ontem, em Nova York. Os papéis para maio fecharam em alta de 20 pontos, a US$ 1,4685 por libra-peso. O mercado aguarda novidades a respeito dos fundamentos. Por ora, continua a guiar os negócios a previsão de que a Flórida (que detém o segundo maior pomar de citros do mundo) colha em 2013/14 a menor safra de laranja em 24 anos. Analistas creem que os preços do suco tenham uma direção mais clara apenas no início de março, quando o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) divulgará seu novo relatório de oferta e demanda mundial. No mercado spot de São Paulo, a caixa de 40,8 quilos da laranja destinada às indústrias permaneceu estável, a R$ 10,00, segundo o Cepea/Esalq.

Forte valorização

As cotações do algodão subiram ontem pela segunda sessão consecutiva na bolsa de Nova York. Os contratos para maio tiveram alta de 95 pontos (1,07%) a 89,30 centavos de dólar por libra-peso. O avanço ocorreu apesar da expectativa de que os EUA ampliem a área plantada com a fibra na próxima safra, a 2014/15. Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), a área plantada com algodão no país deve crescer 10,47%, para 11,5 milhões de acres (4,6 milhões de hectares), ante o projetado para 2013/14. A safra 2014/15 começa oficialmente em 1º de agosto. No mercado interno, a pluma vem se desvalorizando, com a indústria alegando baixa qualidade da oferta disponível. O indicador Cepea/Esalq para o algodão caiu ontem 0,16%, a R$ 2,2510 a libra-peso.

Pressão da oferta

O milho voltou a recuar na bolsa de Chicago ontem, pressionado pela expectativa de oferta abundante na próxima safra americana, a 2014/15. Os contratos para maio fecharam em baixa de 1,25 centavo, a US$ 4,5775 por bushel. Em relatório divulgado na semana passada, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) previu que a produtividade do milho no país deve alcançar 10,5 mil quilos por hectare, um recorde. Já a produção totalizará cerca de 355 milhões de toneladas pelo segundo ano seguido. Além disso, desdobramentos políticos na Ucrânia podem levar o país a voltar mais ativamente ao mercado exportador. Em Sapezal (MT), a saca de 60 quilos tem sido negociada a cerca de R$ 13, de acordo com o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

Clima frio nos EUA

As cotações do trigo apresentaram valorização expressiva ontem nas bolsas americanas, em meio às especulações de que a massa de ar frio que se move sobre as Grandes Planícies e o Meio-Oeste dos EUA possa danificar as plantações do cereal. Em Chicago, os papéis com entrega em maio encerraram em alta de 11,50 centavos a US$ 6,17 por bushel. Na bolsa de Kansas, onde se negocia o cereal de melhor qualidade, o mesmo vencimento subiu 8,50 centavos, a US$ 6,84 o bushel. Analistas dizem que os preços foram estimulados pelas coberturas de posições vendidas, feitas por investidores. O mercado também continua atento aos desdobramentos políticos na Ucrânia, que é um importante fornecedor mundial de trigo. No Paraná, a saca de 60 quilos do cereal foi negociada ontem em queda de 0,5%, a R$ R$ 41,67, segundo o Deral/Seab.

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