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19/03/2014

Commodities Agrícolas

 

Mais ganhos

As cotações do suco laranja voltaram a registrar alta ontem na bolsa de Nova York, pela segunda sessão seguida, impulsionadas por fundamentos considerados "altistas". Os lotes para julho encerraram o dia com avanço de 45 pontos, cotados a US$ 1,525 por libra-peso. O mercado do suco de laranja voltou a ganhar suporte a partir da última estimativa do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) para a safra de laranja da Flórida, que foi cortada em quase 1% e será a menor em mais de duas décadas. A curva de alta tem sido interrompida apenas por realização de lucros por parte dos investidores. No mercado spot paulista, a caixa de laranja para a indústria continua sendo negociada a R$ 10,33, valor estável desde quinta-feira, segundo levantamento do Cepea/Esalq.

Oferta apertada

Os contratos do algodão com vencimento em julho subiram ontem 95 pontos e fecharam a 92,08 centavos de dólar por libra-peso na bolsa de Nova York. Foi a segunda alta seguida, novamente impulsionada por uma oferta mais restrita da pluma para nesta safra 2013/14 nos Estados Unidos. No país, a colheita foi a menor desde a temporada 2009/10. Com isso, a oferta da fibra de melhor qualidade no país está muito apertada, segundo analistas. Especula-se, entretanto, que as cotações já não têm muito espaço para valorizações expressivas, sob o risco de reprimir a demanda dos importadores da Ásia, sobretudo chineses. No mercado doméstico, os preços caminharam no sentido oposto. Ontem, o indicador Cepea/Esalq para a libra-peso recuou 0,41%, para R$ 2,2080.

Demanda firme

Os preços do milho subiram na bolsa de Chicago ontem, em meio aos sinais positivos de demanda. Os lotes para julho fecharam em alta de 7 centavos, a US$ 4,91 por bushel. Após a redução das tensões com a Ucrânia, o mercado voltou as atenções para os dados divulgados na segunda-feira pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), que indicaram o embarque de 976,24 mil toneladas do grão na semana encerrada no dia 13, avanço de 4,3% ante a semana anterior. Investidores também seguem atentos ao clima nas principais regiões produtoras. No Meio-Oeste dos EUA, a previsão é que o frio continue, o que poderá atrasar os trabalhos no campo antes da semeadura, em maio. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa ficou em R$ 32,97 por saca de 60 quilos, baixa de 1,20%.

Alerta com o clima

Afastadas por ora as preocupações com os embarques ucranianos de trigo, os operadores de mercado se voltaram ontem à avaliação do clima nos Estados Unidos. Nas principais regiões produtoras do país, uma estiagem e ventos fortes atingem as lavouras e podem prejudicar o desenvolvimento do grão, agora em fase de dormência. Na bolsa de Chicago, os contratos para entrega em julho encerraram a sessão com alta 17,25 centavos de dólar, cotados a US$ 6,955 por bushel. Em Kansas, onde se comercializa o trigo de melhor qualidade, os lotes para julho subiram 21 centavos de dólar, cotados a US$ 7,595 por bushel. No mercado doméstico, o preço médio do grão no Paraná subiu 0,53%, a R$ 792,3 a tonelada, de acordo com informações do Cepea/Esalq.

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