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20/03/2014

Commodities Agrícolas

 

Clima preocupa O açúcar demerara registrou ganhos na bolsa de Nova York na sessão passada. Os contratos com vencimento em julho fecharam em elevação de 17 pontos, a 17,65 centavos de dólar por libra-peso. O clima continua predominantemente seco no Centro-Sul do Brasil, onde se concentram as lavouras de cana do país, maior produtor e exportador de açúcar do mundo. Essa condição deve manter as perspectivas de redução na colheita brasileira, que começa em abril, e também no processamento. Há ainda problemas de estiagem na Índia e na Tailândia, importantes fornecedores mundiais - e o temor é de um déficit da commodity na temporada 2014/15. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 50 quilos do açúcar cristal ficou em R$ 51,94, alta marginal de 0,10%.

Mercado volátil Os preços do café arábica iniciaram a sessão de ontem em alta na bolsa de Nova York, mas mudaram de direção ao longo do dia e fecharam com queda expressiva. Os contratos com vencimento em maio caíram 605 pontos, a US$ 1,8550 por libra-peso. O mercado do grão continua marcado pela volatilidade, diante das incertezas em relação ao tamanho das perdas na produção do Brasil, que sofre com uma seca em importantes regiões produtoras do grão. Esse cenário vem estimulando a ação de fundos especulativos, que contribuem para as altas de preços e, posteriormente, derrubam o mercado em sessões de realização de lucros. No mercado doméstico, a saca de 60,5 quilos do café de boa qualidade oscilou entre R$ 430 e R$ 450, segundo o Escritório Carvalhaes.

Tensão com a demanda O algodão devolveu ganhos e encerrou a sessão de ontem em baixa na bolsa de Nova York. Os papéis com entrega em julho fecharam com perda de 25 pontos, a 91,83 centavos de dólar por libra-peso. As cotações cederam apesar das perspectivas de oferta mundial mais apertada e de menores estoques de passagem. Muitos analistas acreditam que, se o algodão superar os 95 centavos de dólar, as fábricas da Ásia, maiores importadores da fibra americana, podem procurar a commodity em outros países. Diante das altas na semana passada, a expectativa é que o relatório de vendas externas dos EUA, que será divulgado hoje, decepcione. Em Rondonópolis, a arroba da pluma está sendo negociada a cerca de R$ 68, segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

Seca nos EUA O trigo disparou nas bolsas americanas ontem, sob o impulso do tempo seco no sul das Grandes Planícies dos EUA. Em Chicago, os papéis para julho atingiram o maior valor em dez meses e fecharam em elevação de 21,50 centavos, a US$ 7,17 por bushel. Em Kansas, onde se negocia o cereal de melhor qualidade, os contratos de mesmo vencimento subiram 23,50 centavos, a US$ 7,83 por bushel. Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), 34% do trigo de Kansas, maior Estado produtor do cereal no país, estavam em boas a excelentes condições até 13 de março, abaixo dos 37% da semana anterior, em função do tempo seco que atinge a região. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o Paraná ficou em R$ 792,99 por tonelada, com uma ligeira valorização de 0,09%.

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