Commodities Agrícolas
Chuvas de volta Os preços do açúcar demerara recuaram na bolsa de Nova York ontem, pressionados pela volta das chuvas ao Centro-Sul brasileiro, onde se concentra a produção de cana do país. Os contratos com vencimento em julho fecharam com perdas de 26 pontos, a 17,39 centavos de dólar por libra-peso. Nas últimas semanas, o temor com o tempo excessivamente quente e seco aumentou as expectativas de quebra na safra do Brasil, que é o maior produtor e fornecedor mundial de açúcar. No entanto, uma possível redução drástica na produção brasileira não tende a alterar o cenário global, que é de oferta elevada da commodity. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 50 quilos do açúcar cristal ficou em R$ 51,96 ontem, com ligeira valorização de 0,04%.
Acomodação em NY As cotações do café arábica completaram uma semana de quedas seguidas, aliviando a forte alta observada desde o início do ano. Ontem, os contratos para julho negociados na bolsa de Nova York caíram 1.140 pontos, para US$ 1,7595 por libra-peso. Segundo analistas, os fundos estão realizando os lucros que obtiveram durante o período de alta e o mercado está se acomodando, uma vez que as perdas de produção no Brasil só serão quantificadas quando começar a colheita em maio. Além disso, especula-se que as chuvas recentes que caíram nas regiões produtoras do Brasil podem evitar perdas maiores para a safra 2015/16. No mercado interno, o preço do café arábica caiu ontem 9,73%, para R$ 411,42 a saca, de acordo com o indicador Cepea/Esalq.
Realização de lucros O cacau fechou em queda na sessão de ontem em Nova York, em um pregão marcado por um movimento de realização de lucros. Os contratos para julho fecharam em baixa de US$ 51, a US$ 2.983 por tonelada. Recentemente, os preços da amêndoa alcançaram os maiores patamares desde 2011, quando uma guerra civil prejudicou a produção na Costa do Marfim, principal fornecedor mundial da commodity. As altas das últimas semanas vêm sendo impulsionadas pela previsão de déficit mundial. A Organização Internacional do Cacau (ICCO, na sigla em inglês) calcula que a demanda ultrapassará a oferta em 115 mil toneladas no ciclo 2013/14. Em Ilhéus e Itabuna (BA), a arroba foi negociada, em média, por R$ 106 ontem, de acordo com a Central Nacional de Produtores de Cacau.
Liquidação nos EUA As cotações do milho para entrega em julho fecharam ontem na bolsa de Chicago com queda de 9,25 centavos, cotados a US$ 4,835 por bushel. Segundo analistas, o recuo foi causado por um movimento dos produtores americanos para liquidar o que ainda há de milho em seus estoques. Com isso, aumentou a oferta do grão para os compradores. O objetivo é se capitalizar para comprarem os insumos da próxima safra, que começa a ser plantada em maio. O movimento foi favorecido pela alta da cotação registrada na quarta-feira. O recuo foi provocado também por uma liquidação de posições compradas por parte dos fundos de investimento. No mercado doméstico, a saca do grão foi negociada a R$ 32,30, recuo de 1,77%, de acordo com o indicador de preços Cepea/Esalq.