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28/03/2014

Commodities Agrícolas

 

Vendas aquecidas As cotações do algodão registraram valorização na bolsa de Nova York ontem, impulsionadas pelos bons resultados das vendas externas semanais da pluma pelos Estados Unidos. Os papéis para julho fecharam em alta de 101 pontos, a 92,37 centavos de dólar por libra-peso. Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), o país realizou acordos para exportar 31,11 mil toneladas da fibra na semana encerrada no dia 20. Essas vendas, junto aos dados positivos de processamento nos EUA, divulgados no início da semana, reforçam as estimativas de que o país terá o menor estoque de passagem desde 1990. No oeste da Bahia, a arroba da pluma foi negociada ontem a R$ 69,77, de acordo com a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba).

Incerteza na China A capacidade da China de sustentar a demanda por soja voltou à mente dos investidores ontem com o aumento dos rumores de que o país pretendia fazer triangulação de cargas brasileiras para os Estados Unidos. Segundo um operador, o processo envolveria entre oito e dez navios da oleaginosa. Ontem, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) confirmou que o embarque de 170 mil toneladas foram canceladas entre os último dias 14 e 20. Apesar dos estoques de soja estarem apertados, a incerteza com a China deu o tom para as negociações dos contratos futuros ontem na bolsa de Chicago e o papel para julho recuou 3 centavos fechando em US$ 14,07 o bushel. No mercado interno, o preço da saca da soja em Paranaguá recuou 1,94% para R$ 70,09, segundo o Cepea/Esalq.

Demanda surpreende Os contratos de exportação de milho dos Estados Unidos entre os dias 13 e 20 surpreenderam o mercado e deram impulso às cotações do grão ontem na bolsa de Chicago. Naquela semana, o país negociou a exportação de 1,44 milhão de toneladas do cereal, segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). As estimativas variavam de 500 mil a 750 mil toneladas. Também deram fôlego para a alta dos preços o comportamento do preço do trigo e a previsão de redução das temperaturas em áreas do Meio-Oeste americano. Na bolsa, os papéis para julho subiram 7 centavos e fecharam por US$ 4,9625 por bushel. No mercado doméstico, o indicador de preços do Cepea/Esalq registrou valorização de 0,38%, com a saca de 60 quilos a R$ 31,67.

Seca piora nos EUA O agravamento da seca nas áreas produtoras de trigo nos Estados Unidos deu impulso às cotações do cereal ontem nas bolsas americanas. O escritório de monitoramento da seca do país informou que a estiagem piorou em algumas parte ao sul das Grandes Planícies. Em Kansas, 91% da área está sob condições de seca entre moderada e extremas, e em Oklahoma, 24% da área passa por uma seca de extrema a excepcional. Na bolsa de Chicago, os contratos do grão para julho fecharam em US$ 7,145 por bushel, alta de 13,25 centavos. Na bolsa de Kansas, onde se negocia o trigo de melhor qualidade, o papel para julho fechou em US$ 7,84 por bushel, alta de 12,50 centavos. No mercado interno, o preço médio no Paraná subiu 0,11% para R$ 827,42 a tonelada, segundo o Cepea/Esalq.

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