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02/04/2014

Commodities Agrícolas

 

Foto: Divulgação Valor Econômico
Forte queda Os preços do açúcar recuaram de forma expressiva ontem na bolsa de Nova York, na terceira sessão seguida de quedas. O movimento ocorre em meio ao início oficial da safra de cana no Brasil, maior produtor e exportador de açúcar, à virada de mês e ao vencimento de contratos, mas notícias de chuvas em áreas produtoras de cana no Centro-Sul do país também ajudaram a pressionar as cotações. A região vem sofrendo com uma forte seca desde o início do ano, mas ainda não se sabe qual o tamanho exato do impacto sobre a produção brasileira. Os contratos para entrega em julho fecharam cotados a 17,61 centavos de dólar por libra-peso, uma retração de 52 pontos em relação à véspera. No mercado doméstico, o indicador de açúcar cristal Cepea/Esalq caiu 0,19% para R$ 51,76 a saca.

Consumo em queda O consumo de suco de laranja nos Estados Unidos continua em queda e motivou ontem uma forte redução nos preços dos contratos futuros da commodity negociados na bolsa de Nova York. De acordo com estudo da Nielsen divulgado pelo Departamento de Citrus da Flórida, as vendas do suco de laranja no varejo americano recuaram 5,3% no mês encerrado dia 15 de março em relação ao mesmo período de 2013, para 165,49 milhões de litros. A indicação de que a demanda não se recuperou e segue em queda forte nos EUA fez os preços dos contratos do suco para entrega em julho registrarem desvalorização de 380 pontos, para US$ 1,5040 por bushel. Por sua vez, a caixa de 40,8 quilos da laranja pêra in natura permaneceu em R$ 18,55 em São Paulo, segundo o Cepea/Esalq.

Estoques preocupam A redução em 1% nos estoques americanos de soja no primeiro trimestre deste ano ante o mesmo período do ano passado indicou para alguns traders e analistas que os estoques de passagem dos EUA poderão ficar abaixo do que as estimativas oficiais vêm sinalizando. Em 1º de março, o país tinha armazenadas 27 milhões de toneladas, e a última perspectiva do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) é de que o país passe para o ciclo 2014/15 com 3,95 milhões de toneladas guardadas. Diante a perspectiva de oferta ainda mais apertada, os papéis do grão com vencimento em julho subiram 27,50 centavos, para US$ 14,5725 por bushel. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a saca em Paranaguá subiu 1,89%, para R$ 71,83.

Dia de acomodação Os contratos futuros do trigo recuaram ontem nas bolsas americanas após subirem da sessão anterior. O movimento de acomodação ganhou força com a ocorrência de chuvas em áreas das Grandes Planícies dos Estados Unidos. Os operadores também ficaram mais atentos ao número do Departamento de Agricultura do país (USDA) para os estoques no primeiro trimestre nos EUA (30 milhões de toneladas), que veio acima das estimativas do mercado. Em Chicago, os contratos para julho recuaram 11,50 centavos para US$ 6,90 por bushel; em Kansas, onde se negocia o trigo de melhor qualidade, houve queda de 9,25 centavos, para US$ 7,56 por bushel. No mercado interno, o preço médio no Paraná caiu 0,65% para R$ 827,88 a tonelada, segundo o Cepea/Esalq.

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