Commodities Agrícolas
De olho no Brasil As cotações do açúcar demerara subiram ontem na bolsa de Nova York, diante do temor em relação à produção brasileira. Os contratos para outubro fecharam com alta de 48 pontos, a 18,46 centavos de dólar por libra-peso. Segundo a União das Indústrias de Cana-de-Açúcar (Unica), o volume de cana processada na segunda quinzena de abril caiu 25,69% na comparação com igual período de 2013, para 23,89 milhões de toneladas. Além disso, a Organização Internacional do Açúcar previu um equilíbrio entre oferta e demanda a partir do ciclo 2014/15, que começará oficialmente em 1º de outubro, e a possibilidade de déficit em 2015/16. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo caiu 0,48%, para R$ 51,48 a saca de 50 quilos.
Recuperação em NY Os preços do cacau voltaram a subir ontem na bolsa de Nova York. Os lotes do produto para entrega em julho fecharam com avanço de 1,26%, ou US$ 36, a US$ 2.901 por tonelada. Os investidores estão voltando a negociar o cacau por valores mais elevados, após a desvalorização anterior ter ocorrido sem novas notícias ligadas aos fundamento. A ocorrência de chuvas na Costa do Marfim havia motivado fundos a liquidarem suas posições compradas, o que ampliou a proporção do recuo dos preços. O mercado também opera com baixos volumes, o que torna as cotações mais vulneráveis. A tendência, segundo analistas, é que o mercado continue com poucas negociações na próximas sessões. No mercado da Bahia, os preços da arroba de cacau ficaram em R$ 100.
Demanda sustenta Depois de recuarem na bolsa de Chicago na segunda-feira, as cotações da soja se recuperaram ontem. Os papéis com entrega em julho fecharam em alta de 18,50 centavos, a US$ 14,8375 por bushel. Os preços subiram apesar de o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) ter previsto, na semana passada, um aumento na produção e nos estoques finais da safra 2014/15, em fase de desenvolvimento no país. A alta de 140% no volume embarcado pelos EUA na semana até 8 de maio, para 237 mil toneladas, e a tensão com a redução dos estoques americanos voltaram a colaborar para a sustentação dos preços. Em Sorriso (MT), a saca de 60 quilos de soja foi negociada a R$ 55, de acordo com o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea).
Chuvas nos EUA O tempo úmido em regiões produtoras de trigo nos EUA que antes sofriam com uma estiagem levou o cereal a fechar no campo negativo pela quinta sessão seguida ontem na bolsa de Chicago. Os lotes para julho caíram 5,75 centavos, a US$ 7,0925 por bushel. O Serviço Meteorológico Nacional dos EUA indicou que ocorreram chuvas recentemente em Kansas, Illinois e Ohio, alguns dos principais polos produtores americanos. Ainda assim, até domingo a qualidade do trigo continuava se deteriorando: 42% das lavouras do país apresentavam as piores condições de qualidade, resultado de dois meses de extremo frio e seca nas regiões produtoras. No Paraná, a saca de 60 quilos registrou queda de 0,6%, a R$ 43,17, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral).