Commodities Agrícolas
Foco no Brasil As cotações do açúcar demerara subiram ontem pelo segundo dia na bolsa de Nova York, ainda diante das preocupações com a produção do Brasil. Os contratos da commodity com vencimento em outubro encerraram a sessão com avanço de 42 pontos, a 18,88 centavos de dólar por libra-peso. A incerteza com a safra brasileira voltou a pautar as negociações com força depois que a União das Indústrias de Cana-de-Açúcar (Unica) informou que as usinas moeram 25,69% de cana a menos na segunda quinzena de abril em relação ao mesmo período de 2013. Segundo a consultoria Datagro, a Unica também informou um volume de etanol maior que o esperado. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo caiu 0,39%, para R$ 51,28 a saca de 50 quilos.
Estimativas otimistas Os investidores que apostaram na alta do café arábica amargaram novas perdas ontem na bolsa de Nova York diante da redução dos temores em relação à safra brasileira. Os papéis do grão para julho fecharam com queda de 1,47%, ou 275 pontos, a US$ 1,842 por libra-peso. Os preços têm caído desde a semana passada, quando processadores indicaram que não haveria problemas de fornecimento do grão brasileiro. As perdas se ampliaram na terça-feira, quando o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou que prevê uma quebra de safra de 8% no Brasil, abaixo do esperado. No mercado doméstico, as negociações estão semiparalisadas e, nos poucos negócios, a saca de 60 quilos do grão de boa qualidade foi negociada por R$ 430 a R$ 440, conforme o Escritório Carvalhaes.
Forte queda Os preços do trigo viveram ontem o sexto dia seguido de desvalorizações nas bolsas americanas, em meio a especulações sobre o clima nos EUA. Na bolsa de Chicago, os contratos para julho caíram ontem 2,67%, ou 19 centavos, para US$ 6,9025 por bushel - menor valor desde 23 de abril. Em Kansas, onde é negociado o trigo de melhor qualidade, o mesmo vencimento fechou em baixa de 18,50 centavos, a R$ 8,0625 por bushel. Estão previstas chuvas para o sul dos EUA para os próximos dias, o que poderá ajudar na recuperação da qualidade dos trigais, que sofrem com uma seca há mais de três meses. No mercado doméstico, o preço médio do trigo no Paraná apurado pelo Departamento de Economia Rural (Deral) do Estado subiu 0,19%, para R$ 43,25 a saca de 60 quilos.
Alta no campo em SP O IqPR, índice de preços recebidos pelos produtores agropecuários de São Paulo calculado pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA) da Secretaria da Agricultura do Estado, encerrou abril com variação positiva de 3%, o que levou a valorização acumulada do indicador nos últimos 12 meses a 13,37%. A alta foi puxada pelo grupo formado pelos 14 produtos de origem vegetal que fazem parte da pesquisa - que subiu, em média 3,46%, com destaque para os ganhos de laranja para indústria (32,51%), batata (30,36%) e laranja para mesa (23,18%). O tomate caiu. No grupo composto por cinco produtos de origem animal, houve ganho médio de 1,63%, definido por avanços observados nos mercados de leite cru resfriado (11,39%), carne suína (7,61%), ovos (5,52%) e carne bovina (1,02%).