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21/05/2014

Commodities Agrícolas

 

Compras aquecidas O mercado do cacau assistiu ontem a mais uma alta expressiva dos contratos futuros da amêndoa na bolsa de Nova York. Os papéis do produto para setembro fecharam com alta de US$ 37, cotados a US$ 2.978 a tonelada. Apesar das recentes chuvas no Oeste da África terem alimentado recentemente a especulação de aumento da produção, ainda prevalece entre os operadores a expectativa de déficit de oferta até o fim da safra 2013/14. Os compradores comerciais e especulativos voltaram a realizar negócios no mercado, o que levou os preços a superarem patamares técnicos de resistência. No mercado interno de Ilhéus/Itabuna, o preço médio do cacau variou entre R$ 100 a R$ 102 a arroba na segunda-feira, último dado disponível divulgado pela Central Nacional de Produtores de Cacau.

Demanda retraída Pelo oitavo dia consecutivo, as cotações do algodão registraram desvalorização ontem na bolsa de Nova York, sob pressão das fraca demanda mundial. Os contratos com vencimento em outubro fecharam com recuo de 22 pontos, a 81,54 centavos de dólar por libra-peso. Os Estados Unidos, maiores exportadores da pluma ao mundo, embarcaram 7,4 mil toneladas da fibra de 9 a 15 de maio, 47% a menos que na semana anterior. Com a redução das vendas, acredita-se que os estoques até 31 de julho poderão ficar acima do previsto pelo Departamento de Agricultura do país (USDA), em 21,31 milhões de toneladas, valor que já é considerado elevado. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o algodão com pagamento em oito dias caiu 3,94%, para R$ 1,9344 a libra-peso.

Realização de lucros A soja devolveu ganhos na bolsa de Chicago ontem, em meio a um movimento de realização de lucros. Os lotes para julho fecharam em queda de 15,50 centavos, a US$ 14,6975 por bushel. Apesar da perspectiva de aumento da área plantada nos EUA, os preços da commodity não devem ceder com força até a confirmação do volume da produção no país, avalia Steve Cachia, analista da consultoria Cerealpar. Para ele, a demanda internacional tem mostrado que continua vigorosa e deverá contribuir para sustentar as cotações da soja no segundo semestre, quando os produtores americanos realizam a colheita. No Paraná, a saca de 60 quilos ficou cotada a R$ 62,45, ligeira alta de 0,47%, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral).

Cinco quedas seguidas Com o plantio realizado em quase três quartos da área projetada para o cultivo do milho nos Estados Unidos, os preços do grão voltaram a cair ontem na bolsa de Chicago, pela quinta sessão consecutiva. Os papéis do cereal para entrega em setembro fecharam com retração de 3,25 centavos, a US$ 4,7225 o bushel. Segundo o Departamento de Agricultura do país (USDA), os produtores americanos avançaram na semeadura do grão em 14 pontos percentuais na semana encerrada no domingo e já cobriram 73% da área prevista. Em relação à média dos últimos cinco anos, há um atraso de 3 pontos percentuais, mas ante o ano passado o processo está 8 pontos mais avançado. No mercado doméstico, o indicador Esalq/BM&FBovespa subiu 1,44%, para R$ 28,02 a saca de 60 quilos.

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