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26/05/2014

Commodities Agrícolas

 

Recuperação em NY 

O mercado do café oscilou sem direção definida na sexta-feira e terminou o dia com saldo positivo ante o fechamento anterior, recuperando parte das perdas observadas nas duas sessões anteriores. Os contratos do café arábica para entrega em setembro fecharam com valorização de 55 pontos, a US$ 1,8425 por libra-peso. Os investidores continuam negociando os contratos futuros sem novos dados de oferta e demanda, o que tem aberto espaço para a ação de fundos especulativos. Ainda há dúvidas sobre o tamanho da safra brasileira, em processo de colheita. No mercado doméstico, as negociações ficaram semiparalisadas, com poucos vendedores dentro da base de preços ofertados. A saca de 60,5 quilos do café de boa qualidade oscilou entre R$ 410 e R$ 420, segundo o Escritório Carvalhaes.

Sete altas seguidas 

O mercado do cacau registrou o sétimo dia seguido de elevação na bolsa de Nova York diante de ação dos fundos especulativos, que apostam na alta da amêndoa. Os contratos para setembro fecharam com avanço de US$ 21, a US$ 3.031 a tonelada. O movimento não está relacionado aos fundamentos, mas tem sido "fomentado por compras dos fundos especulativos, que orientam sua atuação por elementos técnicos e que assumiram feições fortemente altistas", observou o analista Thomas Hartmann. Acredita-se que os preços logo devem sofrer uma correção para baixo, já que há fatores climáticos favoráveis à produção na África. No mercado interno, o cacau em Ilhéus/Itabuna foi negociado entre R$ 100 e R$ 104 a arroba, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau.

Compras aquecidas 

Os preços do milho subiram na sexta-feira pela terceira sessão seguida na bolsa de Chicago, ainda em meio a sinais de forte demanda pelo grão produzido nos EUA. Os contratos para setembro fecharam com alta de 0,31%, ou 1,50 centavo, cotados a US$ 4,755 o bushel. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou, na quinta-feira, que os exportadores privados americanos negociaram a exportação de 959,1 mil toneladas de milho na semana encerrada no dia 15, muito acima das 600 mil toneladas esperadas pelos operadores. Para os analistas, as vendas americanas aumentaram porque o grão alcançou valores mínimos em mais de dois meses. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o milho subiu 0,18%, para R$ 28 a saca de 60 quilos.

Mais umidade 

Ainda sob efeito das chuvas no sul dos Estados Unidos, o mercado do trigo caminhou para uma nova sessão de perdas na sexta-feira nas bolsas americanas. Em Chicago, os contratos do cereal para entrega em setembro encerraram a sessão com recuo de 6,25 centavos, cotados a US$ 6,6375 o bushel. Em Kansas, onde se negocia o trigo de melhor qualidade, os papéis do grão para entrega em setembro fecharam com desvalorização de 6,75 centavos, a US$ 7,5225 por bushel. O clima está bom tanto para os trigais em fase de desenvolvimento final no sul dos EUA como nas lavouras em processo de plantio no norte do país. No mercado doméstico, o preço médio do trigo no Paraná subiu 0,14%, para R$ 43,08 a saca de 60 quilos, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral).

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