Commodities Agrícolas
Disparada em NY
Após duas sessões seguidas de quedas, o café arábica disparou na bolsa de Nova York ontem. Os lotes para setembro fecharam em forte alta de 580 pontos, a US$ 1,8435 por libra-peso. Apesar de o início da colheita no Brasil ter estimulado um movimento de vendas do grão, ainda há preocupações com o tamanho da safra no país. Importantes regiões produtoras de café brasileiras sofreram com o tempo seco e uma quebra já é dada como certa, ainda que os analistas continuem divergindo a respeito do tamanho dessa redução. Além disso, previsões indicam que as chuvas ocorridas no Brasil no fim da semana passada já estão novamente dando lugar ao tempo seco. No mercado interno o indicador Cepea/Esalq para a saca de 60 quilos ficou em R$ 415,00, elevação de 2,19%.
De novo em alta
Os preços do cacau retomaram ontem sua curva ascendente na bolsa de Nova York hoje, após a ligeira queda da sessão anterior. Os contratos com vencimento em setembro fecharam em alta de US$ 12, a US$ 3.047 por tonelada. Nos últimos dias, a amêndoa tem sido impulsionada pela elevação dos preços da manteiga de cacau, reflexo do aquecimento da demanda por chocolate. Mas análises técnicas indicam que as altas podem estar com os dias contados, tendo em vista que há sinais de que o mercado da commodity está sobrecomprado. Além disso, as chuvas previstas para Costa do Marfim e Gana continuarão a favorecer as safras intermediárias da amêndoa nesses país. Em Ilhéus e Itabuna, a arroba segue acima de R$ 100, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau.
Queda interrompida
Depois de onze quedas nas doze últimas sessões, o algodão voltou a fechar em alta ontem em Nova York hoje. Os papéis para outubro com ganho de 65 pontos, a 78,32 centavos de dólar por libra-peso. Os preços da fibra vinham pressionados pelo tempo favorável ao desenvolvimento das lavouras no oeste do Texas (maior Estado produtor da fibra dos EUA), mas a longa sequência de recuos em Nova York estimulou compras de barganha por parte dos investidores. Entretanto, as previsões são otimistas para o período de monções na Índia: já há chuvas a caminho das regiões produtoras que devem favorecer o plantio. No oeste baiano, a arroba da pluma saiu por R$ 62,50, conforme informações da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba).
De olho no clima
O clima mais favorável ao desenvolvimento das lavouras de trigo nas Grandes Planícies dos EUA voltou a pesar sobre os preços do cereal nas bolsas americanas. Os contratos para setembro em Chicago recuaram 6 centavos, a US$ 6,4450 por bushel. Em Kansas, onde se negocia o cereal de melhor qualidade, o mesmo vencimento recuou 5,25 centavos, a US$ 7,3825 o bushel. Os preços recuaram mesmo diante de uma revisão para baixo na colheita global de trigo feita ontem pelo Conselho Internacional de Grãos (IGC, na sigla em inglês). O órgão corrigiu sua projeção para o ciclo 2014/15 a 694 milhões de toneladas, 3 milhões a menos que o estimado em abril e 2,1% inferior à 2013/14. No mercado do Paraná, o cereal foi negociado ontem em queda de 0,26%, a R$ 42,84 a saca, segundo o Deral/Seab.