noticia 283651

04/06/2014

Indústria repudia veto a vermífugo

 

O Sindan, sindicato patronal que representa a indústria veterinária no Brasil, repudiou ontem a decisão do Ministério da Agricultura de suspender no país o uso das chamadas avermectinas de longa ação - vermífugos para bovinos, como a ivermectina, largamente utilizados. A medida atinge os medicamentos que têm "atividade antiparasitária" superior a 42 dias.

A proibição do produto, oficializada sexta-feira em instrução normativa publicada no "Diário Oficial da União", atende a um pedido dos frigoríficos exportadores de carne bovina. Segundo o ministério, o produto ficará suspenso até que sejam concluídos estudos que estão sendo conduzidos em conjunto pelo próprio Sindan, Embrapa, USP e Abiec, que representa os exportadores de carne bovina.

"O Sindan repudia o teor da Instrução Normativa nº 13 de 2014, reafirmando que adotará as medidas cabíveis para anulação desta Instrução Normativa", informa comunicado. De acordo com o Sindan, o uso de avermectivas ("lactonas macrocíclicas") de longa ação é "essencial" para a competitividade da produção brasileira de carne.

Para os frigoríficos brasileiros, a medida soa como um alívio. O uso de avermectinas era um dos motivos de preocupação nas exportações de carne bovina enlatada para os EUA, país que chegou a embargar temporariamente em 2010 a carne bovina industrializada do Brasil devido à presença de traços de avermectina no produto. Em março deste ano, os EUA voltaram a detectar traços do vermífugo em um lote de carne enlatada da JBS. Os EUA estão em processo de abertura de seu mercado de carne bovina in natura do Brasil.

Galeria: