Agricultores apostam em derivados para elevar renda
A castanha de caju é a grande responsável pela receita proveniente da cajucultura. Mas, há cinco anos, os produtores baianos têm buscado diversificar a comercialização. Um exemplo é a venda do pedúnculo, a parte mais suculenta do fruto, para a indústria de sucos da Bahia e de outros estados nordestinos. Um dos objetivos do Plano da Cajucultura é estimular essa ampliação dos produtos a base de caju. Para isso, os pro-dutores da Cooperacaju vão contar com a ajuda de parceiros como o Sebrae. Uma das ideias é produzir barras de cereais, diz o pesquisador chefe do Centronor/Ebda, José Augusto Garcia.
O consultor credenciado ao Sebrae, Pedro Meloni, auxiliará os produtores da região de Ribeira do Pombal nesse objetivo. Ele já atuou com a Cooperativa Agroindustrial de Itaberaba (Coopaita), produtora de abacaxi, na produção de frutas desidratadas.
Frutas desidratadas
Meloni conta que um diagnóstico das cooperativas de caju já foi realizado, entre abril e maio passado. As ações para apoiar a produção, relacionadas ao plano, terão início ainda este mês. “Como principais problemas, eles têm a seca, que reduziu muito a produção, e as doenças, que preocupam. Os fatores positivos são a organização dos grupos, a qualidade das castanhas e a estrutura de produção”, diz.