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06/06/2014

Commodities Agrícolas

 

Produto disponível 

As cotações do açúcar demerara tiveram nova queda na bolsa de Nova York ontem. Os contratos para outubro fecharam em queda de 27 pontos, a 17,66 centavos de dólar por libra-peso. Apesar da perspectiva de déficit de oferta para a safra 2014/15, a disponibilidade do produto está em alta no mercado, o que tem segurado as cotações. A falta de indicações sobre a produção brasileira também tem aberto espaço para a retração dos preços. A demanda, por sua vez, está aquém do usual para esta época do ano. Os contratos futuros do açúcar também estão particularmente sensíveis à alta do dólar, que costuma pressionar as commodities em geral. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo caiu 0,38%, para R$ 50,10 a saca de 50 quilos.

Quinta queda seguida 

Os preços do café arábica registraram ontem a quinta desvalorização seguida na bolsa de Nova York. Os contatos com entrega em setembro fecharam em baixa de 95 pontos, a US$ 1,7165 por libra-peso. Recentemente, foram divulgadas estimativas menos pessimistas para a quebra de safra no Brasil. Porém, analistas sinalizam que só haverá informações mais conclusivas a partir de agosto, com o avanço da colheita e do processamentos dos grãos. "Enquanto não há uma melhor noção do impacto e tamanho da quebra no Brasil, o mercado deve continuar olhando para os estoques de passagem em nível elevado", disse Carlos Costa, analista da consultoria Pharos. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o arábica subiu 0,95%, para R$ 401,37 a saca de 60 quilos.

Demanda incerta 

Os preços da soja voltaram-se para o lado negativo ontem na bolsa de Chicago e fecharam com um recuo expressivo, diante de preocupações relacionadas à demanda. Os contratos para agosto encerraram a sessão em queda de 16,50 centavos, a US$ 14,0025 por bushel. Na semana terminada em 29 de maio, os EUA finalizaram acordos para exportar 291,8 mil toneladas de soja. O volume ficou abaixo do esperado por analistas, que acreditam que os importadores estejam freando o ritmo de compras à espera de uma definição da safra americana. Os baixos estoques do grão no país, por outro lado, têm sustentado os contratos de curto prazo nos últimos dias. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a saca de soja em Paranaguá caiu 0,68%, para R$ 72,01.

Clima bom e oferta alta 

Os preços do trigo fecharam no vermelho ontem nas bolsas americanas. Em Chicago, os contratos do cereal para entrega em setembro fecharam com recuo de 8,75 centavos, a US$ 6,1625 o bushel, o menor patamar em mais de três meses. Em Kansas, os papéis para setembro encerraram o dia com leve queda de 0,5 centavo, a US$ 7,20 por bushel. O mercado segue recuando diante das precipitações nas Grandes Planícies, no sul dos EUA. Em duas semanas, as chuvas acumularam um volume seis vezes acima do normal na região. Além disso, Rússia e Ucrânia, importantes fornecedores do grão ao mundo, também têm indicado que estão elevando a oferta do cereal. No mercado doméstico, o preço médio do trigo apurado pelo Cepea/Esalq subiu 0,49%, para R$ 798,32 a tonelada.

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