Técnica de plantio de palma adensada foi um dos destaques da Expoagrifam
Foto: EBDA/ASSIMP
As variedades da palma forrageira resistentes às altas temperaturas e escassez de chuvas atraíram a atenção dos agricultores e estudantes que visitaram o estande da EBDA, durante 2ª Exposição Estadual da Agricultura Familiar (Expoagrifam). O evento que encerrou neste domingo (8), aconteceu na Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs).
A agricultora Maria da Penha (38), moradora do Povoado de Tiquaruçu, em Feira de Santana, ficou encantada ao ver que a técnica do plantio da palma forrageira de forma adensada, pode garantir maior produtividade para seu rebanho durante todo o ano. “Comecei a plantar palma faz pouco tempo e aproveitei a oportunidade da Expoagrifam para conhecer as técnicas de plantio. Descobri que a maneira que estava plantando era incorreta, porque produzo menos e, agora, com a explicação dos técnicos da EBDA, vou ter palma no verão e no inverno”, comemora a agricultora.
Emerson Pereira, coordenador do Programa de Segurança Alimentar do Rebanho na Empresa, explica que a técnica do plantio da palma forrageira de forma adensada permite que o agricultor produza muito mais em áreas menores, a partir da diminuição do espaço entre as mudas. “No sistema tradicional o agricultor alcança uma produção de 50 hectares, já com a palma adensada, ele chega a produzir 400 hectares por ano”, destaca.
A Estudante do 3º semestre do curso de Agronomia da Uefs, Márcia Consuelo, (44), cita o plantio de palma adensada, como tecnologia que colabora para o desenvolvimento econômico de famílias rurais. “O agricultor da nossa região ainda utiliza os métodos tradicionais para o plantio de palma, mas a partir da exposição de tantas renovações, ele terá acesso às técnicas corretas de plantio, permitindo o aumento e a melhoria da produção, e isso é um avanço para quem vive no campo”, afirma.
A Expoagrifam também foi espaço para os estudantes compartilhassem novos saberes. “Na exposição nós adquirimos conhecimentos, um espaço que aprendemos tanto ou mais do que se estivéssemos em sala de aula, por conta da nossa sede de aprender, e a disponibilidade dos técnicos em esclarecer dúvidas, como se fossem nossos professores”, expõe a estudante.
Fonte:
EBDA/Assimp, 09/06/2014
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