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10/06/2014

Commodities Agrícolas

 

Piso em quatro meses 

O mercado do café arábica continua volátil, e ontem, após muitas oscilações, o resultado foi uma forte queda na bolsa de Nova York, embora não existe nenhum elemento novo no que se refere aos fundamentos de oferta e demanda do produto. Os contratos para setembro caíram 670 pontos, a US$ 1,6795 por libra-peso, menor patamar em mais de quatro meses. As incertezas quanto ao tamanho da oferta brasileira na safra 2014/15 continuam a oferecer espaço para a ação dos fundos especulativos no mercado do café. A última estimativa da Conab é de uma safra de 44,6 milhões de sacas de 60 quilos, um recuo de 9,3% ante a produção do ciclo anterior. No mercado interno, a saca de café de boa qualidade foi negociada entre R$ 400 e R$ 410, segundo o Escritório Carvalhaes.

À espera do USDA 

A apreensão dos investidores com relação à próxima estimativa do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) para a safra de laranja da Flórida motivou a alta das cotações do suco concentrado e congelado (FCOJ) ontem em Nova York. Os lotes para setembro fecharam com valorização de 90 pontos, a US$ 1,669 por libra-peso. O próximo relatório do órgão americano, que será divulgado amanhã, promete dar a direção dos preços nas próximas semanas, uma vez que os produtores do Estado americano se encaminham para o final da colheita da safra 2013/14. A última projeção indicava colheita de 110,3 milhões de caixas de laranja na Flórida. No mercado spot paulista, o preço da laranja pêra in natura apurado pelo Cepea/Esalq caiu 2,44%, para R$ 9,98 a caixa de 40,8 quilos.

Incerteza chinesa 

Uma alteração na demanda chinesa provocou forte queda ontem nas cotações internacionais do milho, que já vinham pressionadas pelas boas condições climáticas nas áreas produtoras dos Estados Unidos. Os contratos para entrega em setembro encerraram a sessão na bolsa de Chicago com queda 8,75 centavos, a US$ 4,4750 o bushel. A China parou de emitir licenças para a importação de DDG, subproduto da fabricação de etanol a partir do milho. No último ano, as exportações de DDG saltaram para mais de 8 milhões de toneladas, com a China sendo responsável por 34% do comércio mundial, segundo o Conselho Internacional de Grãos. No mercado do Paraná, a saca do milho comum foi negociada ontem em queda de 0,38%, a R$ 20,72, segundo o Deral/Seab.

Movimentos técnicos 

Os contratos futuros de trigo recuaram ontem na bolsa de Chicago diante de movimentos técnicos e do clima favorável ao desenvolvimento final das lavouras americanas. Os papéis para setembro recuaram 5,50 centavos, a US$ 6,2475 o bushel. Na bolsa de Kansas, onde se negocia o cereal de melhor qualidade, o mesmo vencimento caiu 3,50 centavos, a US$ 7,3675 o bushel. Parte da queda foi motivada por rumores de que os investidores estavam vendendo seus contratos após a alta de 2,4% ocorrida na sexta-feira. A desvalorização também foi pressionada pelas condições climáticas no sul dos Estados Unidos, que vêm derrubando as cotações desde maio. No mercado interno, o cereal foi negociado em queda de 0,335, no Paraná a R$ 42,71 a saca, segundo o Deral/Seab.

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