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09/07/2014

Commodities Agrícolas

 

Recuperação em NY Impulsionadas pelas estimativas de déficit global na safra 2014/15, que terá início em outubro, as cotações do açúcar demerara subiram ontem na bolsa de Nova York e reverteram parte das perdas dos dois pregões anteriores. Os contratos com vencimento em março de 2015 fecharam a 19,15 centavos de dólar por libra-peso, em alta de 18 pontos. Anteontem, a Kingsman revisou sua projeção de déficit para a próxima safra de 240 mil para 2,1 milhões de toneladas. Para o ciclo que está na reta final, a consultoria projeta superávit de 4,8 milhões de toneladas. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 50 quilos do açúcar cristal negociada em São Paulo caiu 0,56%, para R$ 47,72 Neste mês de julho a queda acumulada do indicador é de 2,45%.

De olho no USDA A melhora da qualidade das lavouras nos Estados Unidos pressionou as cotações da commodity ontem na bolsa de Nova York. Os papéis para entrega em outubro encerraram a sessão negociados a 70,09 por libra-peso, uma desvalorização de 14 pontos em relação à véspera. Após o fechamento do mercado nova-iorquino, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) informou que aumentou a extensão da área plantada em boas ou excelentes condições naquele país. Em uma semana, essa área cresceu 2 pontos percentuais e já alcança 55% das áreas plantadas, o que também representa um quadro melhor que o observado no mesmo período do ano passado. Nas principais praças de Mato Grosso, a arroba da pluma tem sido negociada entre R$ 56 e R$ 58, conforme o Imea.

Sete quedas Os preços da soja registraram ontem o sétimo recuo seguido na bolsa de Chicago. Os contratos da oleaginosa com vencimento em agosto fecharam com queda de 24,75 centavos, a US$ 12,485 o bushel. A indicação de que 72% das lavouras americanas continuam em boas e excelentes condições, como informado pelo Departamento de Agricultura americano (USDA), elevou a pressão "baixista" no mercado. Os traders também operam sob influência dos últimos dados trimestrais do USDA, que apontou que a área plantada no país superou os 34 milhões de hectares. Os operadores agora começam a se posicionar à espera dos próximos dados mensais do órgão, que serão divulgados amanhã. No mercado doméstico, a saca de 60 quilos no Paraná caiu 1,62%, para R$ 58,24, segundo o Deral.

Mais um dia de queda O bom desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos motivou mais uma queda dos preços do milho ontem na bolsa de Chicago. Os papéis do cereal para entrega em setembro fecharam com recuo 2,25 centavos, cotados a US$ 3,9825 o bushel. O clima quente e úmido que predomina há semanas no Meio-Oeste americano permitiu que 75% da área plantada no país se mantivesse em boas ou excelentes condições na última semana, conforme dados divulgados pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) após o fim do pregão. E as previsões meteorológicas indicam que o clima deverá continuar quente e suficientemente úmido nos próximos dias. No mercado doméstico, o preço médio da saca de 60 quilos no Paraná se manteve em R$ 19,08, segundo o Deral.

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