Commodities Agrícolas
Produção brasileira À espera dos novos dados de moagem de cana do Brasil, os investidores operaram de forma defensiva ontem na bolsa de Nova York e conduziram os preços do açúcar demerara a uma nova queda. Os contratos para março de 2015 fecharam com recuo de 22 pontos, a 18,93 centavos de dólar a libra-peso, o menor patamar em nove dias. Acredita-se que a falta de chuvas no Centro-Sul possibilitou um aumento expressivo do processamento de cana e da produção de açúcar na segunda quinzena de junho. Os volumes serão divulgados hoje pela União das Indústrias de Cana-de-açúcar. A Czarnikow estimou um déficit de 500 mil toneladas no mundo em 2014/15. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo caiu, na terça-feira, 0,56%, para R$ 47,72 a saca de 50 quilos.
Realização de lucros Após quatro altas consecutivas do suco de laranja concentrado e congelado na bolsa de Nova York, os investidores realizaram parte dos lucros e derrubaram as cotações. Os lotes do produto para setembro fecharam com queda de 20 pontos, cotados a US$ 1,5105 a libra-peso. Nos últimos dias, os preços vinham subindo diante do temor de que o furacão Arthur, que já foi rebaixado para tempestade tropical, pudesse passar pela região citrícola da Flórida e prejudicar os pomares. O fenômeno, porém, perdeu força e dirigiu-se ao norte dos Estados Unidos. Os produtores costumam ficar atentos às tempestades nesta época de início da fase de furacões. No mercado spot paulista, o preço da caixa de 40,8 quilos da laranja pêra in natura calculado pelo Cepea/Esalq subiu 0,31%, para R$ 9,58.
Apostas para o USDA Mais um dia de perdas para o investidor do mercado da soja. Desta vez, o fator de pressão foram as apostas para as novas estimativas do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que serão divulgadas amanhã. Na bolsa de Chicago, os contratos para agosto fecharam em baixa de 2 centavos de dólar, a US$ 12,465 o bushel. Analistas estimam que o órgão oficial elevará sua projeção para o volume colhido no país e para os estoques finais do grão nos EUA e no mundo tanto para a safra 2013/14, que está se encerrando, como para a 2014/15. O clima favorável nas áreas produtoras dos EUA ajudaram a manter as cotações da soja pressionadas ontem. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a soja no Paraná teve queda de 0,15%, para R$ 64,74 por saca de 60 quilos.
Tempo bom nos EUA Os boletins meteorológicos para as regiões produtoras de milho nos Estados Unidos não param de dar boas indicações aos agricultores e levaram a mais um dia de queda no mercado futuro. Os contratos para setembro fecharam na bolsa de Chicago com recuo de 7 centavos, a US$ 3,9125 o bushel. O clima nas áreas do Meio-Oeste do país continua ameno, com previsão para os próximos dias de precipitações esparsas, ideais para a atual fase de polinização dos milharais. As expectativas de que o Departamento de Agricultura americano (USDA) elevará suas projeções para os estoques finais do grão nos EUA e no mundo também mantiveram os preços pressionados. No mercado interno, o preço médio da saca de 60 kg no Paraná caiu 1,36%, para R$ 18,82, segundo o Deral/Seab.