Commodities Agrícolas
Realização de lucro
Os contratos futuros de café arábica negociados na bolsa de Nova York registraram ontem a segunda desvalorização consecutiva. Os lotes de café arábica com entrega para dezembro fecharam o pregão a US$ 1,9440 por libra-peso, queda de 170 pontos (0,86%). Investidores vêm embolsando os lucros registrados, principalmente, na quinta-feira passada, quando a cotação da commodity disparou diante das preocupações de que a próxima safra brasileira de café (2015/16) também fique comprometida diante do clima seco e forte calor que atingiram o Centro-Sul do país. No mercado interno, a saca de café de boa qualidade, com 60,5 quilos, é negociada por R$ 450 a R$ 460, de acordo com o Escritório Carvalhaes, de Santos (SP).
Sem tempestade
Apesar do afastamento de uma tempestade da região produtora de laranja da Flórida, os preços do suco de laranja congelado e concentrado (FCOJ, na sigla em inglês) fecharam o pregão de ontem em alta na bolsa de Nova York. Os contratos futuros do produto com vencimento em novembro fecharam a US$ 1,4585 por libra-peso, valorização de 190 pontos ou 1,3%. Tempestades anteriores danificaram pomares da Flórida, e os comerciantes em geral empurram os preços futuros para cima quando elas passam pelo Estado americano, mesmo que a tempestade Bertha não traga qualquer impacto sobre a produção da região. No mercado interno, a cotação da laranja pera in natura ficou em R$ 9,63 a caixa de 40,8 quilos, recuo de 0,82% sobre o dia anterior, segundo o Cepea.
Temor com clima
As preocupações com o clima seco nos EUA contribuíram para que a soja registrasse ganhos ontem em Chicago. Os papéis para setembro fecharam em alta de 21,75 centavos, a US$ 10,9525 por bushel. A escassez de chuvas no Meio-Oeste americano no fim de semana aumentou o temor de que o enchimento das vagens de soja seja prejudicado - o que poderia trazer impactos diretos à produção, prevista para ser recorde no país este ano. Mas o fato é que, de maneira geral, a safra tem progredido sem maiores problemas. Ontem, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) indicou que 71% das lavouras de soja estão em condições boas a excelentes. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a saca da oleaginosa no Paraná registrou baixa de 0,81%, a R$ 63,41.
Estímulo à demanda
As especulações de que a desvalorização dos preços do milho poderá estimular a demanda pelo grão e as preocupações com a escassez de chuvas no Meio-Oeste americano impulsionaram as cotações do milho ontem na bolsa de Chicago. Os contratos futuros da commodity com vencimento em dezembro registraram alta de 7 centavos de dólar, fechando o a o pregão US$ 3,6925 o bushel. Os dados de exportações divulgados ontem pelo Departamento de Agricultura dos EUA também ajudaram a dar suporte para os preços do milho. Conforme o órgão, os americanos embarcaram 1,14 milhão de toneladas da commodity na semana encerrada em 31 de julho, 39,7% mais que na semana anterior e superior ao que os analistas estimavam. No Brasil, o indicador Esalq/BM&FBovespa recuou 0,22%, a R$ 22,88 a saca de 60 quilos.