Commodities Agrícolas
Safra maior nos EUA
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) aumentou ontem sua estimativa para a produção americana de algodão, o que derrubou os preços da commodity na bolsa de Nova York. Os lotes para dezembro fecharam com recuo de 103 pontos, a 63,37 centavos de dólar a libra-peso. O órgão estima que os produtores americanos colherão 3,81 milhões de toneladas em 2014/15, o que representaria a maior safra em quatro anos. No relatório divulgado ontem pelo USDA, a produção dos EUA foi responsável pela elevação da estimativa da safra global para 25,61 milhões de toneladas. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a fibra com pagamento em oito dias subiu 0,23%, para R$ 1,6638 a libra-peso, reduzindo a queda desde o início do mês para 1,79%.
Oferta ainda maior
A perspectiva de que os agricultores dos EUA colherão ainda mais soja que o estimado em julho e as previsões de clima favorável às plantações do país pressionaram o grão ontem na bolsa de Chicago. Os contratos para setembro encerraram a sessão com recuo de 14,25 centavos, a US$ 10,9425 o bushel. Ontem, o USDA elevou sua previsão para a produção dos EUA na temporada 2014/ 15 para 103,85 milhões de toneladas, e para os estoques no país para 11,71 milhões de toneladas. O órgão também manteve seu cálculo para os estoques finais da safra atual (2013/14) nos EUA em 3,82 milhões de toneladas, acima das apostas dos analistas. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a soja no Paraná registrou recuo de 1,2% para R$ 63,37 a saca de 60 quilos.
Produção recorde
O milho registrou ganhos modestos ontem na bolsa de Chicago, apesar de o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) ter previsto que a safra 2014/15 do grão baterá um novo recorde. Os lotes para dezembro fecharam em alta de 0,75 centavo, a US$ 3,69 por bushel. Em relatório divulgado ontem, o USDA estimou uma produção global de 985,39 milhões de toneladas, acima das 980 milhões indicadas em julho e das 984,37 milhões do ciclo passado. Para os EUA, a previsão é de 356,43 milhões de toneladas, também recorde. Porém, analistas ouvidos pelo The Wall Street Journal apostavam em uma elevação maior - a 361,68 milhões de tonelada, em média. No Paraná, a saca de 60 quilos ficou a R$ 18,74, em média, alta de 0,27%, conforme o Departamento de Economia Rural (Deral).
Quadro confortável
A estimativa de uma oferta de trigo ainda mais confortável que o projetado em julho pelo USDA levou os preços do cereal a apresentarem fortes quedas ontem nas bolsas americanas. Em Chicago, os lotes com vencimento em dezembro encerraram a sessão com recuo de 11,5 centavos, a US$ 5,5125 o bushel. Em Kansas, onde é negociado o trigo de melhor qualidade, os papéis com o mesmo prazo de entrega fecharam em baixa de 10,5 centavos, a US$ 6,265 o bushel. Ontem, o órgão americano previu para a safra 2014/15 uma colheita global de 716,09 milhões de toneladas e estoques finais de 192,96 milhões de toneladas, acima das apostas dos analistas. No mercado interno, o preço médio do trigo no Paraná calculado pelo Deral recuou 1,19%, para R$ 34,15 a saca de 60 quilos.