Commodities Agrícolas
Demanda fraca As cotações do açúcar registraram queda ontem na bolsa de Nova York, pressionadas pelas indicações de que a China suspenderá as importações para entrega entre setembro e dezembro. Os contratos com vencimento em março fecharam com queda de 27 pontos, a 17,37 centavos de dólar por libra-peso. Com o sinal emitido pela entidade que representa as refinarias chinesas, cresceu a percepção no mercado de que os estoques globais estão elevados, o que pode dificultar uma recuperação da demanda. "A tendência ainda é de baixa de preços", afirmou Nick Penney, trader sênior da corretora Sucden Financial, em relatório diário a clientes. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 50 quilos do açúcar cristal negociada em São Paulo caiu 0,46%, para R$ 45,30
Consumo nos EUA As vendas de suco de laranja nos EUA não para de cair, e essa tendência continua provocar quedas dos preços do produto concentrado e congelado (FCOJ) na bolsa de Nova York. Os lotes para entrega em novembro fecharam ontem em baixa de 95 pontos, a US$ 1,4845 a libra-peso. Nas quatro semanas encerradas em 2 de agosto, as vendas da bebida no varejo americano foram de 132,3 milhões de litros, menor patamar desde janeiro de 2002, segundo dados da Nielsen divulgados pelo Departamento de Citros da Flórida. As vendas têm caído há meses com o aumento da concorrência com outras bebidas e, mais recentemente, ante a elevação do preço da commodity. No mercado spot paulista, o preço para a indústria apurado pelo Cepea/Esalq ficou em R$ 10 a caixa de 40,8 quilos.
Clima favorável Embora ainda esteja "embutido" nos preços da soja um prêmio climático referente a eventuais perdas que podem ser provocadas nos EUA nesta safra 2014/15, ontem foi dia de queda das cotações da soja na bolsa de Chicago. E isso porque o risco de que as lavouras americanas enfrentem algum problema é cada vez menor e as lavouras do país atualmente estão na melhor situação da história. Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), 71% da área plantada nesta safra 2014/15 está em condições boas a excelentes. Assim, os contratos para novembro encerraram a sessão a US$ 10,5275 por bushel, em queda de 5 centavos de dólar. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 60 quilos negociada no porto de Paranaguá subiu 0,46%, para R$ 67,44.
Correção técnica Os preços do milho registraram ontem uma leve correção para cima na bolsa de Chicago, influenciados pelos movimentos de fundos especulativos, apesar das perspectivas de safra recorde no maior produtor do grão no mundo, os Estados Unidos. Os papéis com vencimento em dezembro subiram 0,75 centavo e fecharam em US$ 3,7225 o bushel. Na semana passada, as áreas plantadas no país tiveram ligeira perda de qualidade, mas continuam com os melhores desempenhos da história. Para Todd Hultman, analista de grãos da consultoria americana DTN, as vendas das usinas de etanol dos EUA, principalmente ao exterior, podem estar dando suporte aos preços do milho a granel. No mercado doméstico, o indicador Esalq/BM&FBovespa recuou 0,22%, para R$ 22,80 a saca de 60 quilos.