noticia 284537

24/09/2014

Commodities Agrícolas

 

Chuva insuficiente O mercado do café arábica teve a segunda alta seguida ontem na bolsa de Nova York diante dos temores em relação às floradas dos cafezais no Sudeste do Brasil. Os contratos com vencimento em março de 2015 fecharam a US$ 1,8505 a libra-peso, alta de 150 pontos. As chuvas insuficientes no último fim de semana em São Paulo e Minas Gerais frustraram as perspectivas dos traders, e a previsão é de tempo ainda seco. A Somar Meteorologia indicou que, "nesta semana, o calor deve ser intenso no norte de São Paulo e oeste de Minas Gerais, onde as temperaturas vão passar dos 33°C". O estoque de café na bolsa de Nova York caiu 4,8 mil sacas, reduzindo a oferta. No mercado doméstico, o preço do café de boa qualidade apurado pelo Escritório Carvalhaes variou entre R$ 440 e R$ 450 a saca de 60,5 quilos.

Busca por lucros Após sete altas consecutivas, os futuros do cacau cederam ontem na bolsa de Nova York em um movimento técnico. Os lotes para março de 2015 fecharam e US$ 3.258 a tonelada, recuo de US$ 21. A especulação em torno de eventuais efeitos da epidemia de ebola sobre a exportação de cacau no oeste da África rendeu forte valorização dos papéis nos últimos dias, e os fundos buscaram ontem embolsar esses lucros. A venda de posições ocorreu nos minutos finais do pregão. Durante boa parte do dia, as cotações mantiveram-se em elevação e chegaram a alcançar o maior valor em 42 meses. Os analistas também temem que a safra de cacau seja menor neste ciclo de 2014/15. No mercado interno, o preço médio em Ilhéus/Itabuna ficou em R$ 113 a arroba, segundo Central Nacional de Produtores de Cacau.

Elevação em NY Os preços do algodão tiveram fortes oscilações ontem na bolsa de Nova York. Os papéis para dezembro fecharam a 62,83 centavos de dólar por libra-peso, alta de 24 pontos. Houve uma tentativa dos fundos de recompor as perdas do dia anterior, resultado da indicação de autoridades chinesas de que o país reduzirá o volume de algodão que irá importar em 2015. O anúncio surpreendeu o mercado e deve se refletir nas estimativas do USDA no próximo relatório de outubro, acredita Bruno Zanutto, analista da FCStone. No curto prazo, porém, os estoques apertados nos EUA podem oferecer alguma sustentação ao mercado, acrescenta. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a pluma com pagamento em oito dias recuou 0,17%, para R$ 1,6798 a libra-peso.

Boa produtividade Os relatos que chegam aos traders sobre os resultados da colheita de milho nos EUA continuam exercendo pressão sobre as negociações do cereal na bolsa de Chicago. Ontem, os contratos com vencimento em março de 2015 fecharam a US$ 3,3825 o bushel, queda de 4,5 centavos. Segundo analistas, alguns agricultores de Missouri contam ter colhido entre 220 e 230 bushels por acre (equivalente a 230 a 240 sacas por hectare), muito acima das expectativas dos analistas e do índice médio de 170 bushels por acre (equivalente a 177 sacas por hectare). Até o fim de semana, o clima deve continuar quente e seco no Meio-Oeste, favorecendo a colheita, estimou a agência de agrometeorologia DTN. No mercado interno, o indicador Esalq/ BM&FBovespa para o milho subiu 0,68%, a R$ 22,10 a saca.

 

Tags
Commodites Agrícolas
Galeria: