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25/09/2014

Commodities Agrícolas

 

Seca no Sudeste Os preços do café arábica na bolsa de Nova York marcaram a terceira elevação seguida, diante da previsão de tempo seco no Sudeste e da redução das vendas por parte dos produtores. Os contratos do grão para março de 2015 fecharam a US$ 1,9325 por libra-peso, alta de 820 pontos. Os produtores aproveitaram a janela de preços altos e engordaram seus caixas, e agora devem reduzir as vendas com foco no desenvolvimento da nova safra, avalia Rodrigo Costa, diretor de commodities da Newedge. Os fundos especulativos estão comprados, de olho nas previsões para os próximos dez dias de clima seco com chuvas isoladas e insuficientes na maior parte do cinturão produtor do Brasil, afirma. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para o café arábica subiu 2,16%, para R$ 434,56 a saca.

Nova disparada O mercado do cacau retomou ontem a escalada de alta dos preços na bolsa de Nova York em meio ao avanço do ebola no oeste da África. Os lotes para março de 2015 fecharam a US$ 3.318 a tonelada, alta de US$ 60. Relatos das autoridades sanitárias sobre as perspectivas de aumento dos casos da doença na região alimentam a incerteza entre os traders. A preocupação é com a entrada do vírus na Costa do Marfim, maior produtor da amêndoa, e um eventual fechamento dos portos. Teme-se também que as recentes chuvas abundantes na região favoreçam o avanço da doença da podridão parda nos cacaueiros, afetando a produtividade. No mercado interno, o preço médio em Ilhéus/Itabuna subiu para R$ 115 a arroba, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau.

Quinta queda A indicação de que a China importará em 2015 metade do volume de algodão que se previa continua pressionando os preços na bolsa de Nova York. Ontem, os lotes para dezembro fecharam em 61,57 centavos de dólar a libra-peso, recuo de 126 pontos, o menor valor em cinco anos. O país asiático assinalou que deve importar até 894 mil toneladas da fibra sem impostos. A China já vem reduzindo as compras de algodão do exterior, mas não se esperava uma mudança dessa proporção. Por outro lado, a atual escassez da pluma nos EUA pode segurar a queda das cotações, observa Bruno Zanutto, da FCStone, já que só podem ser entregues na bolsa lotes produzidos no país. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o algodão com pagamento em oito dias subiu 0,09%, a R$ 1,6813 a libra-peso.

Possível atraso A mera possibilidade de leves atrasos na colheita de milho nos EUA foi suficiente para dar impulso ao cereal ontem na bolsa de Chicago. Os lotes para março de 2015 fecharam a US$ 3,4225 o bushel, alta de 4 centavos. O clima deve se manter seco no cinturão do milho do país, com pequena possibilidade de precipitações isoladas, segundo a agência DTN. Além disso, questões de mercado também podem atrasar a retirada do milho dos campos nos EUA. Nos próximos dias, os produtores podem dar preferência à colheita e à comercialização de soja para aproveitar enquanto as cotações da oleaginosa estão mais remuneradoras. Já o milho ficaria armazenado. No mercado doméstico, o indicador Esalq/BM&FBovespa para o cereal recuou 0,05%, para R$ 22,09 a saca.

 

 

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