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29/09/2014

Commodities Agrícolas

 

Quarta alta

Técnica ou não, a elevação dos preços futuros do açúcar iniciada na última terça-feira não foi abalada na sessão de sexta na bolsa de Nova York, apesar das turbulências do mercado financeiro terem afetado várias commodities recentemente. Na sexta-feira, os lotes do demerara para março de 2015 fecharam a 16,56 centavos de dólar a libra-peso, alta de 48 pontos. Em quatro dias, o papel subiu 5,88%. A diminuição do ritmo da moagem de cana no Brasil indica que o país caminha para o início da entressafra. Porém, alguns analistas afirmam que a valorização ainda é técnica, resultado de cobertura de posições vendidas, após o mercado bater no menor patamar em cinco anos. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para o cristal subiu 0,81%, para R$ 44,83 a saca de 50 quilos.

Seca no Sudeste 

A falta de precipitações persistentes e volumosas na região Sudeste, que abriga o parque cafeeiro do Brasil, continua dando sustentação aos preços do café arábica na bolsa de Nova York. Na sexta-feira, os contratos do grão para março de 2015 fecharam em alta de 375 pontos, a US$ 1,9025 a libra-peso. Os boletins climáticos indicam que uma frente fria do Sul estava migrando para o Sudeste, mas ainda não se sabe se será forte o suficiente para chegar ao cinturão produtor de Minas Gerais e provocar chuvas fortes. Após um setembro pouco chuvoso, os traders esperam que o tempo mude na região em outubro, quando normalmente se encerra a época de florada dos cafezais. No mercado interno, o indicador Cepea/ Esalq para o café arábica subiu 5,87%, para R$ 443,94 a saca.

Recuperação em NY 

Após seis quedas consecutivas, os contratos futuros do algodão acompanharam as demais commodities agrícolas e subiram na bolsa de Nova York na sexta-feira, revertendo parte das recentes quedas. Os lotes para dezembro fecharam com alta de 49 pontos, a 61,89 centavos de dólar por libra-peso. Houve influência do cenário externo, em que os investidores buscaram recuperar parte das perdas registradas na quinta-feira. Na ocasião, diversos ativos de risco cederam em meio a tensões geopolíticas no Oriente Médio e no Leste Europeu, além da perspectiva de uma alta dos juros nos Estados Unidos antes do esperado. Os fundamentos do mercado da pluma, porém, continuam "baixistas". No mercado interno, a pluma no oeste da Bahia foi negociada a R$ 53,57 a arroba, segundo a Aiba.

Colheita nos EUA 

O cenário de oferta de soja nos EUA continua pesando sobre os preços na bolsa de Chicago. Os lotes para janeiro fecharam com recuo de 12,75 centavos, a US$ 9,1875 o bushel. As previsões climáticas para o Meio-Oeste americano para esta semana são de tempo ainda mais quente e seco do que na semana anterior, o que deve permitir o avanço da colheita. Com isso, também devem aumentar os relatos sobre os índices de produtividade, que até agora têm sido considerados surpreendentes. Alem disso, na semana passada, a agência estatal chinesa Xinhua indicou que o aumento do uso de tecnologia no campo no país deve reduzir a dependência da China de importações da oleaginosa. No mercado doméstico, o preço médio no Paraná apurado pelo Deral subiu 0,71%, para R$ 54,20 a saca.

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