Commodities Agrícolas
Novo recuo Os preços futuros do cacau seguiram a tendência dos últimos dias e fecharam ontem no negativo pela terceira vez seguida na bolsa de Nova York. Os lotes com vencimento em março de 2015 fecharam o pregão a US$ 3.071 a tonelada, queda de US$ 71. O recuo começou na quinta-feira, conforme os investidores foram percebendo que o risco de o ebola prejudicar o comércio de cacau na oeste da África é pequeno. A Costa do Marfim, maior produtor da amêndoa do mundo, tem adotado medidas para evitar a entrada da epidemia. Os agricultores do país começam a colheita neste mês, e a expectativa é que a produção neste ciclo supere a anterior. No mercado interno, a arroba em Ilhéus/Itabuna caiu para R$ 111, de acordo com a Central Nacional de Produtores de Cacau.
Estoque recorde Os contratos do algodão na bolsa de Nova York mudaram de lado ontem e recuaram sob pressão dos fundamentos. Os lotes para dezembro fecharam a 61,85 centavos de dólar por libra-peso, queda de 31 pontos. Os elevados estoques globais, principalmente na China, e a perspectiva de redução das compras do país asiático em 2015 mantêm as cotações perto das mínimas em cinco anos. O volume de algodão armazenado no mundo alcança níveis recorde, diz o Comitê Consultivo Internacional do Algodão (ICAC). A pluma deve demorar para retomar a participação de mercado perdida para as fibras sintéticas, segundo o ICAC. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a pluma com pagamento em oito dias caiu 0,35%, a R$ 1,6602 a libra-peso.
À espera da colheita Os contratos futuros da soja registraram a segunda alta consecutiva ontem na bolsa de Chicago diante de um reposicionamento por parte dos fundos, que estão à espera de novos dados sobre a colheita nos Estados Unidos. Os contratos da oleaginosa para entrega em novembro fecharam com variação positiva de 0,84%, ou 7,75 centavos, a US$ 9,245 o bushel. Após os preços baterem no nível mínimo que os fundos vinham buscando nos últimos dias, em US$ 9 o bushel, esses agentes do mercado entraram montando novas posições e cobrindo as posições vendidas. Os operadores aguardam por novos relatos sobre a colheita americana que, até a última semana, estava com leve atraso. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a soja no Paraná subiu 0,09%, a R$ 58,75.
Vendas aquecidas Apesar da elevada oferta global de trigo, a notícia de que os exportadores americanos venderam na semana passada mais cereal do que o esperado deu fôlego aos contratos futuros da commodity ontem na bolsa de Chicago. Os contratos com vencimento em março subiram 3,75 centavos de dólar a US$ 4,96 o bushel. O relatório semanal de exportações divulgado ontem pelo USDA revelou que o país acertou a comercialização de 741 mil toneladas durante a semana de 19 a 25 de setembro. Os analistas esperavam um volume entre 250 mil e 600 mil toneladas. As vendas ganharam impulso após os preços do trigo caírem para o menor patamar em mais de quatro anos em Chicago. No Paraná, a saca do cereal subiu ontem 0,03%, a R$ 29,81, segundo o Deral/Seab.