noticia 284616

07/10/2014

Commodities Agrícolas

 

Estímulos externos 

Os futuros do açúcar demerara subiram ontem em Nova York na esteira da disparada do café (ver página B11) e da animação que tomou conta dos mercados com o resultado do primeiro turno das eleições no Brasil. Os lotes para maio de 2015 fecharam em alta de 46 pontos, a 17,16 centavos de dólar por libra-peso. Os investidores acreditam que uma vitória de Aécio Neves mudaria a política para o setor sucroalcooleiro. A ida do tucano ao segundo turno também derrubou o dólar ante o real, o que reduziu a disposição das usinas em ofertar açúcar no mercado. Além disso, os operadores avaliam que houve forte queda da moagem de cana e da produção de açúcar na segunda metade de setembro. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para o cristal em São Paulo subiu 0,78%, a R$ 46,43 a saca de 50 quilos.

Aposta na demanda 

A possibilidade de a demanda industrial por cacau ter reagido no segundo trimestre deu fôlego às cotações futuras da amêndoa ontem. Os papéis para março na bolsa de Nova York subiram no pregão de ontem US$ 22, a US$ 3.058 a tonelada. Traders aguardam para a próxima semana a divulgação dos dados de processamento na Europa. Na semana passada, a manteiga de cacau subiu 8,3%. O surto de ebola, por sua vez, não tem provocado novas compras especulativas, mas as notícias sobre o avanço da epidemia tanto na África como em outros continentes estão no radar dos traders. No mercado interno, o preço médio recuou R$ 1, para R$ 108 a arroba nas praças de Ilhéus e Itabuna (BA), de acordo com a Central Nacional de Produtores de Cacau.

Forte alta 

As cotações da soja abriram a semana em disparada na bolsa de Chicago, sob influência da valorização do café na bolsa de Nova York e de incertezas sobre os ritmos de colheita nos EUA e de plantio da oleaginosa no Brasil. Os lotes para janeiro avançaram 30 centavos, a US$ 9,505 por bushel. A alta do café arábica influenciou o mercado futuro de quase todas as commodities agrícolas ontem. Na soja, a sustentação também veio da percepção, confirmada depois pelo USDA, de que as chuvas no Meio-Oeste dos EUA atrasaram a colheita da safra 2014/15. No Brasil, a falta de umidade em algumas regiões também mantém os traders cautelosos. No mercado interno, a soja no oeste da Bahia foi negociada por R$ 51,90 a saca, de acordo com a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba).

Atraso na colheita 

Em um dia de valorização de todas as commodities agrícolas, o milho teve alta expressiva ontem na bolsa de Chicago. Os contratos do cereal para março fecharam a US$ 3,4525 o bushel, alta de 9 centavos. Houve influência da disparada do café arábica em Nova York e da preocupação com os atrasos na colheita nos EUA por causa das chuvas na semana passada. Após o pregão, o USDA informou que os trabalhos estão atrasados em 15 pontos percentuais ante a média histórica. Por outro lado, a qualidade das lavouras manteve-se estável na semana passada. Geralmente, há uma deterioração conforme a colheita avança. As chuvas devem voltar ao Meio-Oeste americano no fim desta semana. No mercado interno, o indicador Esalq/ BM&FBovespa pra o milho caiu 0,18%, para R$ 21,94 a saca.

Tags
Commodites Agrícolas
Galeria: