Commodities Agrícolas
Nova alta
Os preços do açúcar voltaram a subir ontem na bolsa de Nova York, ainda como reflexo do cenário eleitoral no Brasil e da queda do dólar ante o real. Os lotes do açúcar demerara para maio de 2015 fecharam com alta de 6 pontos, a 17,22 centavos de dólar por libra-peso. A sessão teve poucos papéis negociados, indicando que os traders adotaram tom de cautela, à espera dos dados de moagem da Unica relativos à segunda quinzena de setembro. Estima-se que a produção do Centro-Sul tenha ficado entre 29 milhões e 36 milhões de toneladas, mas Bruno Lima, da FCStone, prevê 27 milhões de toneladas por causa das últimas chuvas, que podem ter interrompido a atividade por cinco dias. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal subiu 0,22%, para R$ 46,53 a saca de 50 quilos.
Vendas de posições
Após a forte alta de preços do café arábica registrada na segunda-feira, os fundos liquidaram posições para embolsar os lucros, pressionando os cotações na bolsa de Nova York. Os lotes para março fecharam em US$ 2,202, recuo de 425 pontos. Ante a elevação anterior, a queda foi pequena, o que mostra dificuldade em redução dos preços nos próximos dias. As previsões continuam indicando chuvas no cinturão produtor do Brasil apenas para a segunda metade da próxima semana, o que pode ser tarde demais para a manutenção de algumas floradas. Nesta semana, o tempo deve ficar ainda mais seco no Sudeste. No mercado doméstico, as negociações ficaram semiparalisadas, e o café de boa qualidade foi negociado entre R$ 520 e R$ 540 a saca de 60,5 kg, segundo o Escritório Carvalhaes.
Incentivo americano
As cotações do algodão marcaram o terceiro pregão de alta ontem na bolsa de Nova York. Os contratos para dezembro fecharam a 65,21 centavos de dólar a libra-peso, valorização de 83 pontos. A perspectiva de que a safra que está sendo colhida nos EUA cresça 28% e que as importações chinesas caiam pela metade em 2015 levou os preços globais abaixo do patamar mínimo de referência do governo americano para intervenção no mercado. Os analistas acreditam que, se Washington autorizar o pagamento de seguro aos produtores, pode haver recuo na comercialização. Com isso, muitos fundos e investidores estão fechando suas posições vendidas, o que levou à alta. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a pluma com pagamento em oito dias subiu 0,35%, para R$ 1,665 a libra-peso.
Teto em três semanas
A expectativa de que os baixos preços estejam atraindo compradores ao mercado americano de trigo deu gás às cotações ontem na bolsa de Chicago. Os papéis do cereal para março de 2015 fecharam a US$ 5,8975 o bushel, alta de 14,25 centavos. Na terça-feira da semana passada, os preços haviam atingido o menor nível desde 2009. Para analistas, esse patamar teria atraído uma parte da demanda internacional que ainda não estava vendo vantagem nos preços do trigo dos EUA. A especulação de um retorno da demanda ao país foi o motivo para alguns fundos cobrirem suas posições vendidas, o que impulsionou a recente alta. No mercado interno, o preço médio do trigo no Paraná apurado pelo Departamento de Economia Rural (Deral) teve queda de 0,23%, para R$ 30,59 a saca.