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29/10/2014

Commodities Agrícolas

 

Gangorra com o dólar 

Se na segunda-feira o dólar subiu e derrubou o açúcar no mercado futuro, ontem a moeda americana recuou e impulsionou as cotações do produto na bolsa de Nova York, ainda refletindo a preocupação após a eleição de Dilma Rousseff para um segundo mandato. Os lotes para maio fecharam em 16,43 centavos de dólar a libra-peso, recuo de 9 centavos. Na hora do fechamento da commodity, o dólar caía 1,4% ante o real. A baixa volatilidade indica cautela entre os traders, já que, apesar da perspectiva de encurtamento da safra no Centro-Sul, a produção continua acima do ciclo passado. Também há incertezas quanto à oferta na China, Tailândia e Índia. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo subiu 0,9%, para R$ 49,17 a saca de 50 quilos.

Níveis de maio 

O mercado do cacau registrou a segunda forte queda consecutiva ontem na bolsa de Nova York conforme avança a colheita no oeste da África. Os contratos com vencimento em março de 2015 fecharam em US$ 2.913 a tonelada, com baixa de US$ 44. Os valores do produto esta semana voltaram para patamares que não eram registrados desde maio. O clima permanece firme nas áreas produtoras de Costa do Marfim e Gana, o que favorece o avanço da colheita e a secagem das amêndoas. O recente recuo dos preços também está relacionado à expressiva liquidação de posições por parte de fundos que estavam comprados. No mercado interno, o preço médio do cacau nas praças de Ilhéus e Itabuna manteve-se em R$ 107 a arroba, de acordo com a Central Nacional de Produtores de Cacau.

Aperto momentâneo 

Os preços da soja registraram mais um dia de alta ontem na bolsa de Chicago, refletindo a situação do mercado nos EUA e movimentos de fundos. Os lotes para janeiro fecharam em baixa de 2,25 centavos, a US$ 10,15 o bushel. Nos EUA, os produtores têm resistido a comercializar a nova safra por causa do baixo retorno, o que dá sustentação às cotações. Boa parte do pouco volume negociado irá para exportação, o que reduz a oferta interna. Além disso, a demanda das processadoras dos EUA está aquecida e sustenta os preços do farelo, que por sua vez dão mais um impulso à oleaginosa no mercado futuro. Compras por parte dos fundos também intensificam a valorização. No mercado doméstico, o preço médio da saca no Paraná apurado pelo Deral/ Seab subiu 3,21%, para R$ 59,80.

Receio com qualidade 

Os futuros do trigo subiram ontem nas bolsas americanas por conta da preocupação com a qualidade das lavouras dos EUA. Em Chicago, os contratos para março de 2015 fecharam a US$ 5,445 o bushel, com alta de 8 centavos. Em Kansas, onde se negocia o trigo de melhor qualidade, os lotes para igual prazo de entrega fecharam a US$ 6,06 o bushel, alta de 7,5 centavos. Na segunda-feira, após o fechamento, o USDA informou que 59% da área plantada nos EUA com trigo de inverno estava em situação boa a excelente, abaixo dos 61% observados na mesma época do ano passado. O plantio ocorreu em meio a chuvas no país, o que leva os traders a temerem pela qualidade do cereal. No mercado interno, o preço médio do trigo no Paraná apurado pelo Cepea/Esalq subiu 1,5%, para R$ 544,32 a tonelada.

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