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04/11/2014

Commodities Agrícolas

 

Previsão de chuva 

O mercado do café arábica registrou queda ontem na bolsa de Nova York por conta das previsões de chuva para a região produtora no Brasil e da alta do dólar ante diversas moedas. Os lotes para março de 2015 fecharam cotados a US$ 1,9015 a libra-peso, 215 pontos a menos que o fechamento anterior. As previsões meteorológicas indicam aumento no volume de chuvas na região Sudeste, embora as precipitações devam diminuir em algumas áreas já na segunda metade desta semana. O recuo ocorreu apesar da divulgação de que o Brasil exportou um volume recorde de café verde para o mês de outubro, 3,09 milhões de sacas. O mercado doméstico permaneceu "calmo", com o café de boa qualidade sendo negociado entre R$ 460 e R$ 470 a saca de 60,5 quilos, de acordo com o Escritório Carvalhaes.

Colheita africana 

Os preços do cacau iniciaram a semana no campo negativo na bolsa de Nova York diante da pressão da colheita no oeste da África, que abriga dois terços da produção global da commodity. Os contratos da amêndoa com vencimento em março fecharam em baixa de US$ 37, cotados a US$ 2.856 a tonelada. Com o avanço da colheita na Costa do Marfim e em Gana, os operadores vão retirando o "prêmio ebola", que deu sustentação às cotações em agosto e setembro, e voltando-se aos fundamentos. Alguns analistas acreditam que os ingressos de cacau nos portos do oeste da África superem o volume da safra passada. No mercado interno, o preço médio da arroba em Ilhéus e Itabuna ficou em R$ 102, de acordo com dados da Central Nacional de Produtores de Cacau.

Alta interrompida 

O mercado do milho abriu o mês no campo negativo na bolsa de Chicago, indicando que o ciclo de valorização especulativa ocorrido em outubro pode ter chegado ao fim. Os contratos para dezembro caíram ontem 3,25 centavos, a US$ 3,735 o bushel. O recuo é resultado da estratégia dos fundos para embolsar os lucros do mês passado, movimento que conta com o apoio dos fundamentos, já que a colheita nos Estados Unidos continua em andamento e reabastecendo os estoques internos. Ontem, dados da economia da China abaixo do esperado colaboraram para uma postura defensiva por parte dos investidores no mercado financeiro internacional, o que também contou a favor para a queda dos preços dos grãos. No Paraná, a milho foi negociado em queda de 0,47%, a R$ 19,06 a saca, de acordo com o Deral/Seab.

Incerteza com oferta 

Os preços futuros do trigo se distanciaram do comportamento dos demais grãos nas bolsas americanas ontem. Em Chicago, os contratos para março fecharam com valorização de 5 centavos, a US$ 5,5075 o bushel. Em Kansas, onde é negociado o trigo de melhor qualidade, os lotes com igual vencimento subiram 3 centavos, a US$ 6,02 o bushel. Segundo analistas, os preços têm subido por causa do receio de que a produção mundial de trigo possa ficar abaixo do esperado. Alguns agentes avaliam que os produtores da Austrália deverão colher 24 milhões de toneladas nesta safra, inferior à última estimativa do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), de 25 milhões de toneladas. O país tem enfrentado uma forte seca neste ano. No mercado do Paraná, a saca de 60 quilos foi negociada em alta de 1,08%, a R$ 29,85, segundo o Deral/Seab.

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