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05/11/2014

Commodities Agrícolas

 

Forte queda em NY Os preços do açúcar demerara fecharam em queda ontem na bolsa de Nova York. Os lotes para maio caíram 17 pontos, a 16,06 centavos de dólar a libra-peso. Houve pressão da queda do petróleo, da alta do dólar e do corte de estimativas para o crescimento da zona do euro. Há também perspectivas de que o Centro-Sul do Brasil demore mais para terminar a moagem por causa das recentes chuvas, segundo Gabriel Elias, da Olam International. Já Bruno Lima, da FCStone, acredita que o próximo relatório da Unica sobre a segunda quinzena no Centro-Sul apresentará volume expressivo de produção de açúcar por causa da seca, compensando a quantidade de usinas que finalizaram a moagem de 2014/15. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo subiu 0,1%, para R$ 49,51 a saca.

Farta produção nos EUA Novas indicações de boa produção nos Estados Unidos colaboraram para conduzir as cotações do algodão a uma forte queda ontem na bolsa de Nova York. Os contratos para março recuaram 130 pontos, a 61,97 centavos de dólar por libra-peso. O levantamento semanal de acompanhamento de safra divulgado ontem pelo Departamento de Agricultura americano (USDA) indicou que a produção do país está em condições melhores que as do ano passado e em um ritmo de colheita em linha com a média histórica. De acordo com o documento, 48% da área ainda não colhida está em situação boa a excelente, ante 43% no ano passado. De acordo com as últimas estimativas do USDA, os EUA vão colher 25% mais algodão neste ciclo. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq recuou 0,31%, a R$ 1,6540 a libra-peso.

Safra gorda O mercado do milho registrou ontem forte desvalorização na bolsa de Chicago. Os contratos do cereal com vencimento em março fecharam com queda de 8,75 centavos, a US$ 3,7725 o bushel. Houve pressão dos dados da colheita nos EUA, onde os produtores avançaram 19 pontos percentuais em uma semana na retirada dos lotes de milho e alcançaram mais da metade da área plantada (65%) de uma safra recorde para o país, segundo relatório divulgado pelo USDA na segunda-feira, após o fechamento do pregão. As cotações também foram influenciaras pela divulgação de estimativas de consultorias privadas sobre a produção americana de 2014/15. No mercado doméstico, o preço médio do milho no Paraná apurado pelo Deral/Seab caiu 0,21%, para R$ 19,02 a saca.

Colheita em marcha A normalização da colheita de soja nos EUA colaborou para a forte queda de ontem dos preços do grão na bolsa de Chicago. Janeiro caiu 20 centavos, a US$ 10,0975 o bushel. Os produtores americanos colheram 83% da área até domingo, dentro da média histórica. O dado foi divulgado na segunda-feira após o fechamento do mercado e estimulou a liquidação de contratos por parte dos fundos, que montaram posições compradas no mês passado. Ainda nos EUA, o transporte ferroviário volta a se normalizar, o que colabora para a queda do preço do farelo e, consequentemente, do grão. No Brasil, o cenário também é favorável ao avanço do plantio. No oeste baiano, o preço médio da soja apurado pela Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba) ficou em R$ 54 a saca de 60 kg.

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