O artigo analisa a conjuntura agronômica, social, econômica e ambiental da cultura do inhame no Recôncavo da Bahia e sua interação com a economia regional. Neste diapasão propõem-se políticas de estímulo à produção e à produtividade desta cultura, na perspectiva de colimar-se o desenvolvimento socioeconômico e a sustentabilidade regional. O produtor de inhame da região do Recôncavo da Bahia, típico representante da agricultura familiar, é em geral muito bem sucedido, ocupando lugar de destaque na sua categoria, na medida em que apresenta resultados econômicos e sociais significativos, principalmente quando comparados aos agricultores familiares de outras regiões do Estado, ou mesmo quando comparados aos da sua região que exploram outras culturas. No entanto, problemas como o uso de sementes inadequadas, solos contaminados por nematóides, incidência de doenças, o preparo de solo e a adubação inadequadas e a não adoção de práticas conservacionistas são fatores restritivos de produtividade do inhame na região. Ademais, a falta de assistência técnica e, principalmente, os problemas de comercialização, ameaçam a viabilidade econômica da cultura do inhame, sendo necessário uma intervenção por parte dos governos, no sentido de desenvolver pesquisas e outras ações que visem promover a sustentabilidade econômica, social e ambiental desta atividade tão importante para a Agricultura Familiar do Recôncavo.
A sustentabilidade da cultura do inhame no recôncavo da bahia: realidade e perspectivas
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