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12/02/2015

Em dezembro, varejo baiano cresceu 0,7% e fecha 2014 em 4,6%

 

O comércio varejista na Bahia registrou crescimento de 0,7% nas vendas em dezembro, em relação a igual mês no ano de 2013. Segundo informações da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o cenário nacional apresentou estabilidade de 0,3%, na mesma base de comparação. Quando comparada às demais unidades federativas, constatou-se que a taxa apresentada levou o estado baiano a ocupar a décima sexta posição, em termo de magnitude para o Indicador do Volume de Vendas no país. Na análise sazonal, o varejo na Bahia caiu 5,2%, em relação à taxa positiva de novembro (4,0%). Já em 2014, houve um crescimento de 4,6%. Os dados foram apurados pelo IBGE e analisados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia vinculada à Secretaria do Planejamento.

O tímido crescimento no volume de negócios realizados na Bahia pode ser atribuído ao nível de confiança no setor. Segundo informações da Fundação Getúlio Vargas (FGV) o Índice de Confiança do Comércio recuou 1,5% entre novembro e dezembro, passando de 110,6 para 108,9 pontos. Ainda segundo essa instituição, trata-se do segundo menor nível da série iniciada em março de 2010, superando apenas ao de setembro (108,5). Essa conjuntura é agravada com a desconfiança por parte dos consumidores de que o setor continuará dando sinais de perda de fôlego, reforçada pela alta nos juros, na inflação, no crédito mais seletivo, no elevado endividamento das famílias, além do arrefecimento do mercado de trabalho.

Em dezembro de 2014, os dados do comércio varejista do estado da Bahia, quando comparados a dezembro de 2013, revelaram que cinco dos oito ramos que compõem o Indicador do Volume de Vendas apresentaram resultados positivos. Listados pelo grau de magnitude das taxas em ordem decrescente, têm-se: Outros artigos de uso pessoal e doméstico (18,8%); Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (8,2%); Combustíveis e lubrificantes (3,8%); Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (2,1%); e Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (1,9%). Registraram comportamento negativo: Livros, jornais, revistas e papelaria (-21,8%); Móveis e eletrodomésticos (-10,3%); e Tecidos, vestuário e calçados (-5,8%). No subgrupo de Super e hipermercados foi observado crescimento de 2,9% nos negócios. Já para os subgrupos de Móveis e o de Eletrodomésticos, os resultados apurados foram negativos em 6,6% e 11,9%, respectivamente.

Em dezembro, os segmentos de Outros artigos de uso pessoal, Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, e Combustíveis e lubrificantes impulsionaram as vendas na Bahia. O primeiro, dado a característica do ramo em englobar artigos de menor valor agregado – como lojas de departamentos, ótica, joalheria, artigos esportivos, brinquedos –, teve as suas vendas intensificadas pelo pagamento do décimo terceiro salário. O segundo e o terceiro segmento também foram influenciados pelo período comemorativo, em que as pessoas dado as festas de fim de ano são impulsionadas a ampliarem seus gastos com viagens e ou alimentação, entretanto em menor intensidade, dado ao comprometimento da renda e o pagamento de dívidas.

Por outro lado, o desempenho negativo dos segmentos de Móveis e eletrodomésticos contribuiu fortemente para que o comércio varejista apresentasse um fraco desempenho nas vendas. Esse comportamento é atribuído à política monetária mais rígida, pois houve no período uma elevação nas taxas de juros ao consumidor pessoa física no crédito livre. Essa medida associada a retirada gradual dos incentivos direcionados à linha branca resultaram no comprometimento das vendas do segmento.

O comércio varejista ampliado, que inclui o varejo e mais as atividades de Veículos, motos, partes e peças e de Material de construção, apresentou em dezembro decréscimo de 1,7% nas vendas. No ano a expansão no volume de negócios atingiu a taxa de 1,1%.

O segmento de Veículos, motos, partes e peças registrou variação negativa de 7,4% em relação a igual mês do ano anterior. A redução das vendas no segmento pode ser atribuída ao momento de desconfiança quanto ao comportamento da economia por parte dos consumidores, intensificados com a redução do ritmo de crédito, a gradual retirada dos incentivos via redução do IPI, a elevação da taxa de juros e a restrição orçamentária das famílias. A atividade Material de Construção apresentou recuo nas vendas de 4,4%, no mês de dezembro, em relação ao mesmo mês do ano de 2013. O comportamento também pode ser atribuído à queda na confiança dos consumidores, bem como ao elevado grau de endividamento das famílias, já que são fatores que inibem a realização de reformas.

 

Fonte:

ASCOM - SEI
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