No Dia do Cacau, CNA assegura que o Brasil passará a ser exportador
O Brasil é, hoje, o terceiro maior consumidor de chocolate no mundo e quinto maior produtor de cacau. “Uma cadeia produtiva que movimenta 12 bilhões de reais por ano merece todas as homenagens”, diz João Martins, presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). No dia do Cacau, comemorado em 26 de março, ele anuncia que está prevista, para este ano, a realização de um estudo diagnóstico que vai analisar a formação do mercado interno de cacau diante da nova perspectiva do Brasil como exportador de cacau.
Com esse estudo, a CNA definirá estratégias que potencializem a posição do Brasil como grande produtor de cacau e grande consumidor de chocolate. Segundo a superintendência técnica da entidade, a intenção é evitar que o excesso de matéria-prima desestruture o mercado interno. A Bahia é responsável por 60% da produção nacional de cacau. O país tem produção também nos Estados do Pará, Rondônia e Espírito Santo – tem, atualmente, a maior potencialidade de produção em âmbito mundial. “Mas o percentual mínimo de cacau nos chocolates brasileiros é um dos desafios para que o país seja competitivo no mercado internacional do produto”, explica Guilherme Moura, vice-presidente da Federação da Agricultura e Pecuária da Bahia (FAEB), presidente da Câmara Setorial do Cacau.
Histórico
O “mal da vassoura de bruxa” se instalou na região cacaueira baiana e capixaba em 1998, prejudicando a produção nacional. Nessa mesma época, a capacidade de moagem de amêndoas secas de cacau deixou de ser suprida pela produção nacional, restando ao País a condição de importador líquido.
Desde então, a CNA, em conjunto com outras entidades do setor, conseguiu orientar os produtores para implantar ações de vigilância fitossanitárias. Conseguiu, também, implantar políticas públicas e privadas que interferiram diretamente na cultura. Desde 2010, a produção nacional vem mostrando de modo efetivo que o Brasil voltará a superar a capacidade instalada da indústria moageira rumo à condição de exportador líquido de amêndoas secas ou de seus derivados, inclusive chocolate.