Alvo do manejo são invasoras, pragas e doenças
Indicado para o controle de pragas, doenças e plantas invasoras, o MIP da soja foi criado na década de 70 pela Embrapa Soja, pelo Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) e pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater). Começou no Paraná, de onde se espalhou para outros Estados. Trata-se de uma seqüência de atividades que o produtor deve seguir, de forma a aplicar, com eficiência, o mínimo de produtos na lavoura, e que sejam menos tóxicos para o homem e seletivos sobre os inimigos naturais.
O primeiro passo do programa é a realização de amostragens semanais de pragas. Com base na contagem dos insetos, determina-se o nível populacional das principais pragas, segundo o número de insetos presentes por metro quadrado ou o nível de desfolha, e toma-se então a decisão de controlar ou não a praga. 'Pode-se usar outros métodos associados para reduzir o nível de pragas, como rotação de culturas e variedades resistentes', diz o pesquisador da Embrapa Soja, Flávio Moscardi.
Para lagartas e percevejos, há o método de batida no pano. Para isso, enrola-se uma madeira (pode ser um cabo de vassoura) em cada uma das bordas de um tecido de 1 metro de comprimento e 50 centímetros de largura. O tecido é desenrolado entre duas fileiras de soja e as plantas sacudidas para soltar os insetos. 'Faz-se a contagem de cada tipo de praga que cai no pano e anota-se. Depois da amostragem, realizada em vários pontos da lavoura, tira-se uma média para decidir ou não pelo controle, com base nos níveis recomendados pela pesquisa. '