Atividade econômica baiana recua 1% no primeiro trimestre de 2015
Taxa do primeiro trimestre foi determinada pelo baixo desempenho dos setores da indústria e serviços. Já agropecuária contribui positivamente para o crescimento
No primeiro trimestre de 2015 a economia baiana registrou retração de 1,0% na comparação com mesmo período de 2014. Já na comparação com o quarto trimestre de 2014, a retração foi de 0,6%. A taxa negativa no primeiro trimestre foi determinada pelo baixo desempenho dos setores da indústria e serviços. Por outro lado, a agropecuária contribui positivamente para o crescimento a atividade econômica baiana. As informações foram apuradas pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria do Planejamento (Seplan).
O valor adicionado do setor agropecuário baiano, no primeiro trimestre registrou expansão de 6,9%, com crescimento das principais culturas cultivadas em solo baiano. No período, merece destaque o crescimento de 40,9% na produção física de soja e 33,4% na produção de feijão. Por outro lado, a produção de algodão e cacau registraram retração de -3,7% e -21,2% respectivamente.
O setor industrial apontou retração de 3,0%, puxado essencialmente pelo desempenho negativo da indústria de transformação (-3,5%), construção civil (-6,0%) e extração mineral (-4,0%). No que se refere à indústria de transformação, a retração foi determinada essencialmente pela queda de 40,1% no refino de petróleo – devido a quase dois meses de paralização na produção, decorrente de problemas técnicos na unidade de Landulfo Alves. Essa parada também se refletiu na extração mineral, principal fornecedora de insumos para a transformação – neste caso, verificou-se queda de 7,0% na extração de petróleo. Finalmente, a queda da construção civil reflete os problemas políticos e econômicos que se desdobram desde o ano passado sobre a economia brasileira os quais tem trazido fortes impactos sobre o segmento baiano.
A Produção, distribuição e comercialização de energia, água, gás e esgoto foi o único segmento do setor industrial a registrar taxa de crescimento positiva (2,4%). Diferentemente do cenário nacional onde se verificou elevada taxa negativa (-12,0%), o crescimento do setor na Bahia foi determinado pelo aumento no consumo total de energia elétrica.
Já o setor de serviços baiano registrou retração de 1,1%, puxado essencialmente pela retração no valor adicionado do segmento de comércio (-5,8%) e pela ligeira queda da Administração Pública (-0,1%). Já o segmento de transportes registrou expansão de 0,6%.
Fonte:
ASCOM - SEI
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