Laboratórios de pesquisas garantem suporte a produtores baianos
Treze laboratórios e infinitas possibilidades compõem a realidade do Centro Tecnológico da Agropecuária da Bahia (Cetab), criado em 1980. Vinculada à Secretaria da Agricultura do Estado (Seagri), a instituição funciona no bairro da Ondina, em Salvador, desenvolvendo pesquisas e serviços fundamentais para a ampliação do agronegócio baiano. O Cetab apresenta como destaque o controle biológico, restringindo os impactos ambientais gerados pelo uso intensivo dos agrotóxicos.
“O Cetab oferece ações de pesquisa na área da agricultura e pecuária. São serviços especializados nesta área que vão propiciar ao agricultor uma produtividade maior, um baixo custo de investimento, evitando desperdício de dinheiro, contaminação do meio ambiente e contaminação humana”, destaca a coordenadora do centro, Graciele Castro Siering.
São executadas na unidade ações de pesquisa e prestação de serviços em diagnósticos fitozoossanitários, identificação botânica, análises de solos, análises de méis e classificação de produtos de origem vegetal, propiciando aos setores produtivos vegetal, animal e agroindustrial maior competitividade de mercado. Atualmente, o Cetab realiza cerca de 50 mil análises laboratoriais.
A unidade, que conta com um Sistema de Gestão da Qualidade, implantado de acordo com a Norma ISO/IEC NBR 17.025/2005, tem garantido inúmeros benefícios para quem empreende no setor. “Com essa estrutura aqui e com o trabalho de classificação vegetal, o empresário tem uma garantia de que tem um órgão de respeito que certifica que o produto tem qualidade e cumpre todos os critérios exigidos para estar no mercado”, afirma o empresário Diego Cabanelas.
Procedimento
A mostra dos produtos deve ser entregue na recepção do centro. A partir daí, é necessário esperar alguns dias para ter acesso ao resultado. Enquanto isso, o material é encaminhado para o respectivo laboratório, onde passa por análise minuciosa. O engenheiro agrônomo do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) Helder Gramacho levou uma mostra de solo para ser avaliada no Laboratório de Solo e Água
“Antes de implantar qualquer cultura agrícola, é preciso avaliar o solo. Isso é para a implantação da cultura do abacaxi em um terreno no município de Mundo Novo. A gente precisa saber quais as necessidades nutricionais da terra para realizar o procedimento”, explica Gramacho.
O material encaminhado pelo agrônomo já passa pelo procedimento para a identificação do tipo de solo e a determinação da acidez. O próximo passo é a análise do resultado obtido pelo setor de recomendação do laboratório. “A Bahia tem uma variedade muito grande de solo. Nós precisamos identificar e avaliar levando em conta as características climáticas de cada região”, explica o pesquisador Eliozeas Almeida, doutor em solos.
Na instituição, também funcionam outros laboratórios importantes para o desenvolvimento da agropecuária, como o de Resíduos de Agrotóxicos e de Fitopatologia, que realizam pesquisas sobre doenças em plantas, e a unidade de entomologia, responsável pelo estudo do controle de pragas em plantações. Os experimentos servem como base para orientar o produtor a como preservar suas áreas de cultivos sem afetar negativamente a natureza.
“O empresário investir em um produto errado para determinada praga não vai resolver o problema dele, vai apenas representar desperdício de verba. Além disso, é comum ver produtores exagerarem na quantidade e gastarem dinheiro em vão. Aqui no centro, nós orientamos eles para que invistam certo e não comprometam o meio ambiente”, conclui a pesquisadora Maria Zélia Alencar, mestre em fitopatologia.
Fonte:
Secom