Jardins clonais de abacaxi resistentes à Fusariose são implantados em Valença
A Fusariose é a principal praga do abacaxi
Como medida de controle da Fusariose nas plantações de abacaxi da Região Baixo do Sul da Bahia, a Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), vinculada à Secretaria da Agricultura (Seagri), orienta e capacita os pequenos abacaxicultores em fitossanidade sobre a implantação de jardins clonais utilizando a variedade vitória, resistente ao fungo. Em parceria com a BIOFÁBRICA, SDR/CAR/BAHIATER, FETRAF, CEPLAC e secretarias municipais de agricultura, 20 mil mudas foram distribuídas e os produtores capacitados em duas comunidades de agricultura familiar, localizadas no distrito de formiga em Valença, polo de produção de abacaxi.
Os abacaxicultores que utilizam os jardins clonais com esta variedade resistente passam a produzir mais por área plantada, diante do maior adensamento de plantas devido à ausência de espinhos nas folhas, e a menor utilização de agrotóxicos, reduzindo custos e contaminação do meio ambiente e dos trabalhadores. “Essa variedade possui o brix (teor de açúcar) em torno de 16%, tornando-a uma opção diferenciada de agregação de renda e valor para a produção dos pequenos agricultores no baixo sul baiano”, Explicou o secretário da Agricultura, Vitor Bonfim.
Os resultados alcançados pelos jardins clonais implantados no Baixo Sul, a exemplo de Ibirapitanga, Santa Luzia e Ilhéus, permitem constatar que o nível de dano econômico da fusariose nestes jardins clonais foi de praticamente zero. “Do ponto de vista da fitossanidade, é um grande avanço, além de ser uma forma de reduzir os danos causados numa região que é a 2ª maior produtora de abacaxi da Bahia, com área estimada em 350 hectares cultivados, e cerca de 400 pequenos agricultores”, incentiva o diretor-geral da ADAB, Marco Vargas, agradecendo o empenho de todos os servidores envolvidos, em nome do gerente da ADAB de Valença, Marcelo Lavhlavnicka.
Durante a capacitação, o fiscal estadual agropecuário, engenheiro agrônomo Geraldo Nascimento, informou que, de acordo com os inquéritos fitossanitários realizados pela ADAB de Valença, o nível de dano econômico da fusariose, pode atingir mais de 50% de perdas dos frutos na região.
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