
Produtores de Casa Nova-Bahia, no norte do estado, produzem variedade de cebola menos ácida que não arde, a Dulciana. A Bahia é o segundo maior produtor de cebola do país, com mais de 255 toneladas em 2016. A Dulciana é colhida em 20 dias, é mais resistente a pragas, menos ácida e anima os produtores. O cheiro não é tão forte e, ao ser cortada, os olhos não ardem e nem lacrimejam. O sabor é muito suave e também não há ardência na boca mesmo comendo crua. Após mais de 20 anos de estudos, pesquisadores da multinacional alemã Bayer cruzaram várias espécies de cebola e fizeram o chamado melhoramento genético.
Muda o teor de enxofre no seu estado final de cebola, que contém menor ácido pirúvico, que seria a ardência. Tornando ela melhor para a salada, lanche, assando ela fica bem mais doce que as outras cebolas. O novo tipo de cebola tem ainda mais vantagens. A formação de uma raiz mais forte que dá assim uma melhor qualidade para a folha e o bulbo, que seria a parte que a gente consome. Com essa qualidade de folha, tem uma melhor resistente a pragas e doenças. Espera-se uma produção maior por área, por esse motivo os agricultores acreditam que a 'cebola que não faz chorar' vai trazer ainda uma outra alegria, preços melhores. “No caso, hoje, a cebola comum está R$ 30 o saco de 47 quilos. A Dulciana seria bom de R$ 50 para cima. Assim a dona de casa não chora com a ardência da cebola e a gente dá risada pelo preço”, afirmou o produtor rural. A nova cebola chegará ao mercado nas próximas semanas.
Fonte: G1 / Folha de S. Paulo / Emissora TV São Francisco