A pecuária é um setor de grande importância dentro do cesto dos negócios do campo. Isso por diversas razões. Uma delas é a amplitude do segmento, que vai do gado de corte e leite até a abelha produtora de mel. Outro dado é sua posição de fonte de proteína animal, tão importante às populações e à balança comercial, já que se trata de produto necessário aos brasileiros e, também, cobiçado pelo mundo, com exportações frequentes para várias partes do planeta. Por essas razões, a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura da Bahia (Seagri) sempre tem especial cuidado com esse setor, agindo de maneira a se conquistar avanços em toda a cadeia produtiva.
Há uma ênfase, no desenvolvimento de trabalhos técnicos voltados para a pecuária na Bahia, na produtividade como resultado de boas práticas, alicerçadas na ciência e no respeito para com a sustentabilidade e o meio-ambiente.
É o que se percebe no mercado baiano do leite, por exemplo. Em 2015, a produção no estado foi de 984.014.000 litros. Em 2020, o número registrado já foi 1.064.599.000. Um crescimento de 8,1% que correspondeu a mais 80 milhões de litros/ano. E isso em um cenário em que, no mesmo período, houve decréscimo no rebanho de bovinos, notadamente vacas ordenhadas. Ou seja, uma equação em que, mesmo com planteis mais reduzidos - e, consequentemente, menores custos -, consegue-se, ao final, uma produção elevada e sempre crescente. Tudo isso devido à alta produtividade.
Outro setor que vem crescendo muito no campo da melhoria genética é o de equinos. Na Bahia há criadores destacados, sendo que animais do estado costumam chamar a atenção de fazendeiros e amantes dos cavalos, de diversas partes do Brasil. Quanto aos rebanhos, na Bahia houve aumento de 8% entre 2015 e 2020, chegando a quase 500 mil animais.
Texto e foto: Ascom Seagri