Commodities Agrícolas
Exportação pressiona
Os preços futuros do trigo caíram ontem na bolsa de Chicago para o menor patamar em três meses, na medida em que as exportações sucumbem à alta de 40% dos contratos em relação ao ano anterior. Os papéis para março recuaram 6,25 centavos de dólar, ou 1,3%, para US$ 4,64 por bushel, o menor preço desde o dia 6 de outubro. Em Kansas, que comercializa o trigo americano de melhor qualidade, os preços caíram 2,25 centavos, 0,5%, para US$ 4,79 por bushel. Segundo o USDA, as exportações do trigo recuaram 17% de 1º de junho para cá. Foram exportadas 135,1 toneladas na semana encerrada em 28 de dezembro, queda de 62% sobre a semana anterior. No mercado interno, a cotação média da saca de 60 quilos foi de R$ 26,43, uma queda de 0,04%, segundo o Deral.
Pesquisas com citros
A Embrapa Informática Agropecuária fechou parceria com a Universidade da Flórida para desenvolver um sistema-piloto de estimativas de produtividade dos citros. A idéia é os países adotarem uma metodologia comum de pesquisa. São Paulo e Flórida respondem por 40% da produção mundial de laranja. Ontem, os preços do suco de laranja recuaram na bolsa de Nova York, com vendas de tradings e especuladores. Segundo a Dow Jones Newswires, o mercado aguarda a divulgação do relatório de oferta e demanda globais que o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) divulga na sexta-feira. O contrato para março recuou 15 pontos, para US$ 1,9580 por libra-peso. No Brasil, a caixa de 40,8 quilos de laranja vendida às indústrias de suco saiu a R$ 15,27, segundo o Cepea/Esalq.
Importação da Rússia
A Rússia, a maior importadora mundial de açúcar, deve registrar uma disparada em suas importações do produto devido às "compras geradas pelo pânico" antes de uma alta nas tarifas de importação do país, de acordo com a Organização Internacional do Açúcar (OIA) à agência Bloomberg. Os russos querem que o governo eleve a tarifa de importação do produto para US$ 280 a tonelada, a partir dos US$ 140 praticados em março e abril passados. No mercado internacional, os preços futuros do açúcar subiram depois das recentes quedas observadas nos últimos pregões. Em Nova York, os contratos para maio fecharam a 11,21 centavos de dólar por libra-peso, alta de 10 pontos. Em São Paulo, a saca de 50 quilos fechou a R$ 36,78, alta 0,38%, segundo o índice Cepea/Esalq.
Mercado interno firme
Os preços do café arábica e robusta no mercado interno seguem firmes, impulsionados pela menor oferta global do grão. Levantamento do Cepea mostra que a média de preços do tipo arábica encerrou em R$ 291,35 em dezembro último, aumento de 17,4% sobre dezembro de 2005. O café robusta fechou, em média, em R$ 216,42 no mês passado, alta de 32,1% sobre igual período do ano anterior. Ontem, a saca de 60 quilos do tipo arábica encerrou a R$ 281,01, recuo de 0,55% sobre sexta-feira. No mercado internacional, os preços futuros do café arábica fecharam em queda. Os contratos para maio encerraram a US$ 1,2310 a libra-peso, na bolsa de Nova York, recuo de 40 pontos. Em Londres, os de maio fecharam inalterados em US$ 1.589 a tonelada.