Fábrica baiana investe R$1 milhão em biodiesel

12/01/2007

Fábrica baiana investe R$1 milhão em biodiesel
 

 Primeira a se instalar no estado, a IBR deve produzir 100 milhões de litros até o ano de 2008
  

A fábrica de biodiesel IBR, a primeira do setor a se instalar no estado, começou a colocar em prática o seu plano de ação, que é produzir o máximo possível do óleo para atender à demanda crescente no país. O passo inicial foi dado com o investimento de R$1 milhão na plantação do pinhão manso, oleaginosa que proporciona maior otimização na produção do que outras, como a mamona, por exemplo. A fazenda de cinco mil hectares, situada em Ourolândia, sertão baiano, está em trabalho incessante, para fazer crescer os primeiros frutos do empreendimento. A projeção é de que em 2008, quando toda área estiver plantada, a produção alcance a meta de 100 milhões de litros de biodiesel. Com isso, a empresa estará realmente podendo abocanhar a sua fatia nesse mercado que apresenta uma demanda cada vez maior pelo óleo.


“Hoje, há um mínimo de empresas ofertando o óleo no país, mas sabemos que o uso do biodiesel é uma tendência mundial. Uma lei do governo federal obrigará as distribuidoras a misturar 2% de biodiesel ao diesel do petróleo (a partir de 2008), percentual que subirá para 5% em 2013. Isso deve criar um mercado de dois bilhões de litros por ano”, explica o gerente de produção, Thiago Lima.


Com vontade de se posicionar rapidamente nesse cenário favorável, a empresa foi buscar na Alemanha as mais novas tecnologias aplicadas nesse tipo de processo produtivo. Após visita ao país, a organização alcançou maior firmeza em suas decisões operacionais. Entre elas, a de utilizar o pinhão manso como oleaginosa, uma planta selvagem, encontrada no sertão, na região da Chapada Diamantina. “Verificamos que a produção do biodiesel em si é um processo químico muito simples. O principal problema é a oleaginosa. Assim, foi fundamental decidirmos produzir a partir do pinhão manso, cujo rendimento é bem maior do que utilizando a mamona, e ao mesmo tempo a produção envolve processo menos complexo”, esclarece Lima.


Atualmente foram semeados 50 hectares de terra, com a ajuda da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Num segundo momento, até o final de 2007, serão plantados mil hectares até atingir a terceira etapa envolvendo a área total da fazenda que é de cinco mil hectares, em 2008. Um total de 30 funcionários trabalham na fazenda, já a fábrica emprega 32 pessoas. De acordo com o gerente de produção, logo na primeira colheita depois o primeiro ano de cultivo, é possível conseguir alguma produção, mas a carga máxima só é alcançada após quatro anos, quando a planta estiver adulta. A produção inicial irá gerar 38 milhões de litros do óleo.