Commodities Agrícolas

17/01/2007

Commodities Agrícolas

 

Pouca demanda

Os preços futuros do trigo recuaram no pregão de ontem da bolsa de Kansas. O cereal foi negociado com baixas entre 8 e 13,25 centavos de dólar por bushel. Os contratos para entrega em março caíram 13, 25 centavos e fecharam a US$ 4,92, enquanto os para entrega em maio perderam 11,5 centavos, para US$ 4,995 por bushel. Segundo operadores, o movimento de queda foi puxado pela escassa demanda. Em Chicago, a commodity teve a maior queda em mais de uma semana pelo mesmo motivo, com os contratos para março encerrando a US$ 4,64, queda de 3,2%. O mercado não operou na segunda-feira devido ao feriado de Martin Luther King. No mercado doméstico, a cotação média da saca de 60 quilos foi R$ 26,42, sem variação em relação ao dia anterior, segundo o Deral. 


Brasil pressiona

Os preços do açúcar refinado recuaram ontem na bolsa de Londres para o patamar mais baixo dos últimos 13 meses, após o Brasil, maior produtor mundial, iniciar a venda de contratos futuros para a safra de 2007, segundo analistas ouvidos pela Bloomberg. A expectativa é que produtores brasileiros façam a venda futura de 1 milhão de toneladas a mais que no ano passado. O contrato para maio subiu US$ 0,50, para US$ 321 por tonelada. Na bolsa de Nova York, o açúcar demerara também fechou em queda, com vendas de fundos, influenciados pela entrada do Brasil em Londres e pela previsão de safra maior na Índia. O contrato para maio recuou 6 pontos, para 11,01 centavos de dólar por libra-peso. No Brasil, o indicador Cepea/Esalq para a saca subiu 0,11%, para R$ 37,13. 


Especulador prevalece

Um moderado movimento de vendas especulativas determinou a queda das cotações do suco de laranja ontem na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em março caíram 50 pontos e fecharam a US$ 2,0045, ao passo que maio encerrou a sessão a US$ 1,9750, em baixa de 5 pontos. As vendas dos especuladores anularam os ganhos observados no início do pregão, estes sustentados por declarações de uma alta funcionária do governo da Califórnia sobre devastadores efeitos de geadas sobre os pomares locais de laranja. Nos EUA, o Estado reúne o segundo maior parque citrícola, atrás apenas da Flórida. No mercado interno, a caixa de 40,8 quilos da laranja destinada às indústrias saiu por R$ 15,49 na média paulista, segundo levantamento do Cepea/Esalq. 


Efeito USDA

Os preços futuros do milho encerraram com novo valor recorde ontem na bolsa de Chicago, após o feriado nos EUA. O contrato para março abriu a sessão no limite de alta diária de 20 centavos por bushel, atingindo o maior patamar dos últimos dez anos, ainda sob o impacto do relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), divulgado na última sexta-feira. Conforme informou a Reuters, os preços subiram 5% na abertura, mas cederam com vendas de especuladores para realização de ganhos. O contrato para março fechou cotado a US$ 4,1375 por bushel, com alta de 6,25 centavos de dólar. No mercado interno, houve poucas negociações. O mercado volta as atenções ao início da colheita no Sul, segundo o Cepea/Esalq. O indicador para a saca recuou 1,89%, para R$ 24,82.