Mais dois páises suspedem embargo
Mais dois países anunciaram ontem o fim do embargo às carnes brasileiras, imposto desde 2005 quando foram detectados focos de febre aftosa em Mato Grosso do Sul e no Paraná. Angola e Colômbia suspenderam as restrições comerciais. Em 2006 o País comercializou US$ 3,9 bilhões em carne bovina. Deste total, cerca US$ 25 milhões para a Angola. Para a Colômbia, foram cerca de US$ 3,7 milhões em animais vivos e produtos de origem animal. "São mais dois países. Mas do ponto de vista prático, importam quantidades modestas", diz José Vicente Ferraz, diretor da AgraFNP. Segundo ele, o problema segue sendo a Rússia, que trava Mato Grosso do Sul em bovinos e Santa Catarina em suínos. Ferraz acrescenta que o embargo causou prejuízo muito mais de imagem do que de vendas. "A própria conjuntura do mercado externo e o fato de os frigoríficos terem unidades em várias estados ajudaram a contornar o problema" afirma. No caso da Angola, as restrições impediam Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Rondônia e Acre de exportarem para aquele país animais vivos, material genético e carne de todos os animais suscetíveis à doença (bovinos, bubalinos, caprinos, ovinos e suínos). A partir de agora, todas as unidades da federação estão habilitadas a exportar para a Angola carnes desossadas, animais vivos e material genético. Mantém-se a restrição à carne com osso. Por sua vez, a Colômbia suspendeu as restrições às carnes bovinas, bubalinas, suínas, caprinas e ovinas provenientes de Mato Grosso do Sul e Paraná. Com isso, todas a unidades da federação podem exportar, a partir de agora para aquele país. (N.B. - Gazeta Mercantil)