Liqüefeito, inflamável e agente poluidor
Segundo informe da Embrapa Meio Ambiente, o gás brometo de metila (BM) age como inseticida e fumigante e é muito utilizado na desinfestação de solo e substrato, no controle de formigas e fumigação de produtos de origem vegetal. Serve, também, para evitar que pragas e doenças sejam disseminadas para outras cidades ou países, quando os produtos são exportados ou importados, e, ainda, para “limpar“ o solo para o plantio.
O brometo de metila elimina os insetos, os patógenos (nematóides, fungos e bactérias), ervas daninhas e qualquer outro ser vivo presente no solo e na zona de ação do gás, seja benéfico ou maléfico à agricultura.
A fim de minimizar os danos causados à camada de ozônio, foi assinado, em 1990, o Protocolo de Montreal (Canadá), um tratado internacional para eliminação de substâncias nocivas ao ambiente, entre as quais, o BM.
Na ocasião, mais de 180 países se comprometeram a diminuir o uso destes produtos. O Brasil foi um dos que aderiram ao tratado, assumindo o compromisso de reduzir em 20% o consumo (médio entre 1997 e 1998) até o ano de 2005 e erradicar o seu uso até 2015. Ao assinar o tratado, o Brasil se comprometeu a retirar de uso o correspondente a 165 toneladas de BM utilizadas no cultivo de flores e mais de 60 toneladas utilizadas em outros cultivos, em todo o País, conforme dados da Embrapa Ambiente.
Em seu site, a empresa White Martins define o brometo de metila como um gás liqüefeito, inflamável, altamente tóxico, incolor à temperatura e pressão ambiente. Em altas concentrações, tem odor etéreo, como clorofórmio.