Commodities Agrícolas
Especuladores vendem
Os preços futuros do suco de laranja tiveram forte queda ontem devido a pressões especulativas na bolsa de Nova York, puxando os papéis de março para o menor nível em uma semana. Esses contratos recuaram 390 pontos, fechando a US$ 2,0075 por libra-peso, enquanto os para entrega em maio caíram 370 pontos, para US$ 1,9780. "Muitos especuladores entraram no mercado na semana passada devido às baixas temperaturas da Califórnia, e acho que eles estão aprendendo que aquelas laranjas não produzem suco", disse James Cordier, presidente da Liberty Trading, em Tampa. "Os especuladores agora estão liquidando suas posições". No mercado paulista, a caixa de 40,8 quilos da laranja fechou a R$ 15,55, de acordo com levantamento realizado pelo Cepea/Esalq.
Forte recuo
Os preços futuros do café fecharam com forte baixa, pelo quinto pregão consecutivo, na mais longa série de quedas dos últimos 13 meses, devido a especulações de que o clima favorável no Brasil, o maior produtor mundial do grão, beneficiará a safra, segundo a agência Bloomberg. Minas Gerais e São Paulo receberam "chuvas acima do normal" nos últimos dias, e é provável que as precipitações se mantenham até 29 de janeiro, segundo a Meteorlogix. Em Nova York, os contratos para maio fecharam a US$ 1,1885 a libra-peso, com recuo de 170 pontos. No ano passado, o preço do café deu um salto de 18%, quando alcançou sua maior alta de 19 meses, de US$ 1,30 em 15 de dezembro. No mercado paulista, a saca de 60 quilos fechou a R$ 276,38, com recuo de 1,17%, segundo o Cepea/Esalq.
"Efeito Bush"
Impulsionadas pela expectativa positiva em torno do discurso do presidente americano George W. Bush acerca do uso de combustíveis alternativos nos EUA, proferido após o fechamento do pregão, as cotações da soja fecharam em alta ontem na bolsa de Chicago. Os contratos com vencimento em março subiram 10 centavos de dólar por bushel, para US$ 7,2725, ao passo que maio encerrou o dia a US$ 7,42, com ganho de 9,25 centavos de dólar. Para os traders, Bush incentivaria a utilização de etanol e biodiesel no mercado americano, abrindo espaço para o crescimento da demanda por grãos no país. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 60 quilos registrou valorização de 0,03% e alcançou R$ 32,18.
Primeira alta do ano
O frango vivo registrou ontem a primeira alta deste ano. O quilo da ave viva na granja em São Paulo subiu R$ 0,05, para R$ 1,35, segundo levantamento da Jox Assessoria Agropecuária. De acordo com Oto Xavier, da Jox, o que sustentou o aumento do preço foi a menor oferta por parte de integrações - que estavam no mercado vendendo aves vivas. Isso provocou um ajuste na oferta de frango num momento em que a demanda pelo produto continua pouco aquecida devido ao período do mês. O segmento de frango abatido também registra valorização. Ontem, o quilo da ave resfriada no médio atacado paulista ficou em R$ 1,83, segundo a Jox. No dia anterior, o valor médio do resfriado ficou em R$ 1,78 e uma semana antes foi negociado a R$ 1,80.