Colhedora de tomate reduz perdas
Equipamento criado para lavoura de mesa colhe, classifica, lava e embala, sem dispensar mão-de-obra
Informações:
www.feagri.unicamp.br/unimac e unimac@agr.unicamp.br
Após mais de quatro anos de pesquisa, um grupo da Faculdade de Engenharia Agrícola (Feagri), da Unicamp, desenvolveu a Unidade Móvel de Auxílio à Colheita (Unimac), máquina voltada à colheita de tomate de mesa. O equipamento, diz o coordenador do projeto, Marcos David Ferreira, tem como objetivo não só diminuir as perdas durante e após a colheita, mas facilitar o trabalho no campo. 'A Unimac automatiza a colheita sem dispensar a mão-de-obra', afirma.
Segundo ele, a colheita da safra de mesa dura de dois a três meses e os frutos ficam em locais mais altos da planta, onde é mais difícil a mão-de-obra alcançar. 'O equipamento facilita esta operação.'
PLATAFORMA
A máquina é composta por uma plataforma móvel com esteiras, autopropelida, ou seja, desloca-se sozinha, sem necessidade de estar acoplada ao trator. 'Conforme o equipamento se move, as esteiras recebem os frutos e, daí, na própria máquina, são classificados, lavados e embalados.' Há um acessório (roletes divergentes) que separa os frutos em miúdos, médios e graúdos. 'A idéia foi concentrar as etapas em um local só.'
No campo a Unimac melhora as condições de trabalho, pois dispensa o uso de cestas - onde é colocado o tomate colhido - e evita que os frutos sejam despejados em caixas plásticas. 'A melhor opção é aliar mão-de-obra, que tem tato, olfato e visão insubstituíveis, e uma máquina que faça o trabalho pesado.'
CAPACIDADE
A produção de tomate registra perdas, da colheita ao consumidor final, de 30%; com a Unimac, que colhe 2 toneladas/hora, esse índice deve baixar para 10%. O tempo gasto para colher também deve diminuir em até oito vezes, se comparado ao da operação manual. 'O índice de perdas é alto por causa do intenso manuseio.' Por isso, a colheita deve ser cuidadosa, para manter íntegros os frutos, já que o produto é valorizado conforme a aparência.
O projeto foi financiado pela Fapesp e os direitos de fabricação estão sob licença de uma empresa de Limeira (SP). 'Em maio, época de colheita, haverá novos testes e, no segundo semestre, a máquina deverá estar sendo fabricada', adianta.