Commodities Agrícolas

26/01/2007

Commodities Agrícolas

 


Milho puxa

Os preços futuros do trigo seguiram a alta do milho e subiram no pregão de ontem (25). Segundo traders ouvidos pela Bloomberg, o movimento foi impulsionado por especulações de que os dois grãos competirão como matéria-prima para ração animal. Em Chicago, os contratos de março subiram 2,75 centavos, para US$ 4,6875 por bushel. Em outubro, o trigo já atingira a maior alta em 10 anos por causa da seca que afetou produtores como EUA e Austrália. Em Kansas, os contratos de março subiram 7,25 centavos, para US$ 4,94 por bushel. No mercado interno, a saca de trigo ficou estável em R$ 26,45, segundo o Deral. O Conselho Internacional de Grãos estimou, na quinta, que as exportações mundiais de trigo ficarão em 106 milhões de toneladas no ano até junho, 1 milhão a menos que um ano antes. 


Especulador compra

Após a queda no mercado quarta-feira, decorrência do discurso do presidente Bush sobre a nova meta para combustíveis renováveis nos EUA, o milho voltou a subir na quinta-feira (25) na bolsa de Chicago. A queda dos preços - o contrato de maio recuou 7,75 centavos de dólar - estimulou a compra por parte de especuladores, conforme a Dow Jones Newswires. Os contratos de março fecharam com alta de 6,25 centavos de dólar a US$ 4,07 por bushel e os de maio, com ganho de 5,5 centavos a US$ 4,18. Durante o pregão, o contrato de março chegou a ficar abaixo de US$ 4,00, mas se recuperou já que os fundamentos de longo prazo sobre oferta e demanda continuam atraindo especuladores. Em São Paulo, a saca de milho ficou em R$ 24,86, queda de 0,16%, segundo o Cepea/Esalq. 


Chuvas no Brasil

Os preços futuros do café arábica fecharam em queda no mercado internacional, com a pressão de venda dos fundos e especuladores. Em Nova York, os contratos para maio encerraram o dia a US$ 1,1920 a libra-peso, com baixa de 95 pontos sobre o pregão anterior. Na bolsa de Londres, os contratos do café robusta para março fecharam a US$ 1.572 a tonelada, com alta de US$ 10. As chuvas nas principais regiões produtoras de café do Brasil podem beneficiar a próxima safra do país, com colheita a partir de março. Analistas, contudo, afirmam que os cafezais do país foram prejudicados em setembro do ano passado, período de floração dos grãos, por conta da estiagem. No mercado paulista, a saca de 60 quilos fechou a R$ 276,64, segundo o índice Cepea/Esalq. 


Especulação impulsiona

Os preços futuros do suco de laranja subiram ontem com o suporte de especuladores. Em Nova York, os contratos para março registraram alta de 105 pontos e a libra-peso fechou cotada a US$ 2,0210. Já os papéis para entrega em maio subiram 80 pontos, para US$ 1,9880 por libra-peso. O fato de os contratos terem se mantido acima do patamar de US$ 2,00 nos últimos pregões também encorajou compras especulativas. "O mercado também deve ter sido impulsionado pelo frio que atingiu o sul dos EUA e pressionou um pouco o mercado", diz Mike Zarembski, analista de futuros do XPRESSTRADE, em Chicago. O governo da Califórnia estima uma quebra de até 75% da produção do Estado. Há quem já preveja um prejuízo da ordem de US$ 1 bilhão na atual safra.