Mercosul forma bloco para combater a febre aftosa
Os países do Mercosul devem começar, nos próximos meses, um trabalho conjunto para combater a febre aftosa nas áreas de fronteira, informou o Ministério da Agricultura, adiantando que US$ 16,3 milhões serão destinados pelo bloco para implantar o projeto piloto do Programa de Ação Mercosul Livre de Febre Aftosa.
Os recursos virão do Fundo para a Convergência Estrutural do Mercosul (Focem). “Esse é o primeiro programa comum de alcance regional financiado pelo Focem”, disse, na semana passada, o ministro da Agricultura, Luís Carlos Guedes Pinto.
O projeto piloto foi aprovado pelos presidentes dos países do bloco durante a 32ª Reunião do Conselho do Mercado Comum do Mercosul, 18 e 19, no Rio de Janeiro. A região é a maior exportadora mundial de carne bovina, respondendo por 42,2% do comércio. Em 2006, os embarques chegaram a 2 milhões e 950 mil toneladas.
Os US$ 16,3 milhões do Focem deverão ser aplicados na implementação de um sistema de atenção veterinária para fiscalização das áreas de fronteira.
Para tanto, parte do montante será usada no treinamento e capacitação de técnicos dos países do bloco. O Brasil, com mais de 14 mil quilômetros de fronteira seca, é um dos países mais expostos a situações de risco.
No último dai 23, o ministro da Agricultura e o secretário de Relações Internacionais do Agronegócio, Célio Porto, mantiveram audiência com o representante da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) no Brasil, Roberto Samanez, para tratar do assunto. Uma outra reunião ficou marcada para esta semana – falta definir o dia – para elaboração de uma proposta preliminar do plano continental a ser submetido ao Mercosul. A reunião contará com a presença de representantes da Organização Mundial de Saúde Animal e do Instituto Interamericano de Cooperação para Agricultura.